Kennedy Alencar: ‘Pastoral Americana’ estreará em 3 de fevereiro na CBN

Fonte: Kennedy Alencar | Kennedy Alencar em 17/01/2020 às 21:00 h

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‘Pastoral Americana’, coluna que farei para a CBN como correspondente em Washington, estreará no dia 3 de fevereiro. O título é inspirado no badalado livro do escritor Philip Roth, que ganhou um prêmio Pulitzer em 1998.

A obra de Roth é genial. ‘Pastoral Americana’ é considerada sua obra-prima. Nathan Zuckerman, um escritor de ficção e alter ego de Philip Roth que está presente em outros livros, conta a história de Seymour Levov, um judeu que tem o apelido de Sueco e atleta legendário da escola que acaba se casando com uma mulher católica que tinha sido miss.

Pastoral é a vida idílica no campo americano. Em tese, é um lugar de paz, prosperidade, de ordem, de aparente sucesso familiar. Sueco é um homem bom e bonito, um empresário que contrata negros nos anos 60, um crítico da guerra do Vietnã, um pai e marido exemplar.
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Kennedy Alencar: Bolsonaro é o nome da tragédia brasileira

Fonte: Kennedy Alencar | Kennedy Alencar em 16/01/2020 às 15:00 h

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Só o complexo de vira-latas pode levar o Brasil a comemorar um mau negócio: abrir mão do status especial na OMC (Organização Mundial do Comércio) em troca do apoio americano à entrada do país na OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico).

Segundo Nelson Rodrigues, o complexo de vira-latas é o brasileiro se colocar em posição de inferioridade perante o estrangeiro de uma forma voluntária e submissa.

No atual estágio de desenvolvimento econômico do Brasil, faria muito mais sentido permanecer na OMC com o status especial, porque isso seria importante para defender nossos exportadores, sobretudo o agronegócio. Mas o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Relações Exteriores, Ernesto Araújo, atenderam ao lobby americano para o Brasil perder força na OMC em troca de suporte para ingressar na OCDE _algo que, na prática, trará poucas vantagens ao país.

Os interesses nacionais saíram perdendo com o terraplanismo diplomático de Ernesto Araújo.
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Kennedy Alencar: Fila do INSS é culpa de Guedes; Bolsonaro usa máquina para criar partido

Fonte: Kennedy Alencar | Kennedy Alencar em 15/01/2020 às 15:00 h

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A volta da enorme fila para pedir aposentadoria é responsabilidade do ministro da Economia, Paulo Guedes, que não entende de gestão pública e tem muito gogó para soltar balões de ensaio. Ele não entrega, para usar um termo caro ao mercado.

Há vários fatores que explicam o acúmulo de pedidos, mas Guedes está no poder há um ano. A fusão de vários ministérios sob sua alçada, acabando com a pasta da Previdência, deu no previsto há um ano neste espaço: a estrutura administrativa de Bolsonaro geraria problemas de gestão.

Acrescente-se que a Previdência é vista como problema pelo atual governo. Interessa a Guedes o desmonte da área social. Segurar aposentadorias na boca do caixa ajuda no ajuste fiscal, com os mais pobres pagando uma conta salgada.

Nos últimos anos, foi abandonado o contrato de gestão na Previdência, o que estimulava a produtividade de servidores.
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Kennedy Alencar: Crise brasileira de Dilma a Bolsonaro é ‘história global’, diz Petra Costa

Fonte: Kennedy Alencar | Kennedy Alencar em 14/01/2020 às 15:00 h

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A cineasta Petra Costa afirma que a indicação ao Oscar de ‘Democracia em Vertigem’ na categoria de melhor documentário revela que a crise brasileira, ‘infelizmente, é uma história global’. ‘É muito bom ter esse reconhecimento internacional, que mostra que essa história não é só uma história brasileira.’

Em entrevista ao ‘Jornal da CBN – 2ª Edição’, Petra julga ser positiva a indicação ‘num ano em que teve tanto ataque ao cinema nacional’ da parte do governo Bolsonaro. Ela diz que recebeu com ‘grande surpresa’ e alegria a indicação ao Oscar do documentário produzido pela Netflix.

Para Petra, ‘no momento em que’ o PSDB não ‘aceita o resultado da eleição de 2014, abre-se caminho para uma erosão democrática que acarreta na eleição do Bolsonaro’.

‘Concordo que a Dilma errou na economia, principalmente quando ela descumpre a promessa da campanha e implementa um regime de austeridade até mais severo do que o oponente dela [Aécio Neves, do PSDB] prometia fazer.
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Kennedy Alencar: Weintraub reúne todos os defeitos que um ministro não poderia ter

Fonte: Kennedy Alencar | Kennedy Alencar em 09/01/2020 às 21:00 h

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Nas redes sociais, muitos disseram que falar e escrever mal e porcamente o português é o menor dos problemas do ministro da Educação, Abraham Weintraub. Mas é impressionante ele ter cometido um ‘imprecionante’ num tuíte.

Faz tempo que Weintraub maltrata a inculta e bela. Isso é um fato. No entanto, o pior é maltratar a educação brasileira. Grosso, despreparado, arrogante, infantil, deslumbrado, Weintraub reúne todos os defeitos que um ministro da República não poderia ter.

Na pasta da Educação, esse perfil é danoso para a atual e as futuras gerações. O desserviço de Weintraub ao país vai resultar num atraso que levará muito tempo a ser corrigido. Weintraub é a síntese da miséria política e intelectual do Brasil. O ministro da Educacão não tem condição intelectual nem administrativa de exercer uma função pública.

É um agente político do obscurantismo, da deseducação, da agressão, do baixo nível que o Brasil e os brasileiros não merecem.
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Kennedy Alencar: Populistas, Trump e Bolsonaro oscilam entre cálculo e improviso

Fonte: Kennedy Alencar | Kennedy Alencar em 09/01/2020 às 05:00 h

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A aparente moderação do pronunciamento do presidente Donald Trump deve ser relativizada. O populismo de direita que vigora em boa parte do planeta é imprevisível.

Trump é o presidente capaz de mandar matar o número 2 do regime persa e dias depois sugerir a retomada de um acordo nuclear que ele mesmo dinamitou, acrescentando o desejo de cooperar com o Irã no combate ao Estado Islâmico.

Ou seja, cabe tudo no discurso feito hoje pelo presidente americano: conciliação e ameaça, cálculo e improviso.

O mesmo raciocínio vale para descrever o comportamento do ‘estadista’ Jair Bolsonaro. O presidente brasileiro se submete incondicionalmente a Trump num dia, fala em manter o comércio com o Irã no outro e no seguinte estrela cena constrangedora ao aparecer numa live na frente de uma TV como macaco de auditório do pronunciamento do americano.

Bolsonaro insiste no erro que ele e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, cometeram ao apoiar o assassinato do general Qassem Soleimani, o mais respeitado chefe militar do Irã.
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Kennedy Alencar: Bolsonaro pode ser tudo, menos estadista

Fonte: Kennedy Alencar | Kennedy Alencar em 08/01/2020 às 05:00 h

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Ao dizer que pretende manter o comércio com o Irã, o presidente Jair Bolsonaro tenta amenizar o grave erro diplomático que ele e o Itamaraty cometeram ao hipotecar apoio à decisão de Donald Trump de matar um general iraniano no Iraque.

Esse comércio depende da boa relação e das necessidades dos dois países. Obviamente, o Irã precisa de carne, de soja e de milho. E vai preferir comprar do Brasil do que dos Estados Unidos, que impõem sanções aos persas. Mas a Austrália compete com o Brasil no mercado mundial de alimentos.

A submissão incondicional a Trump e a ignorância geopolítica de Bolsonaro e do diplomata profissional Ernesto Araújo podem criar dificuldades para as exportações do agronegócio brasileiro. O governo cometeu uma barbeiragem diplomática.

O presidente brasileiro chegou a dizer que se ‘reserva ao direito de estadista’ para não fazer comentários adicionais sobre o tema.
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Kennedy Alencar: Posição contra Irã é amadora até para um presidente como Bolsonaro

Fonte: Kennedy Alencar | Kennedy Alencar em 07/01/2020 às 15:00 h

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A posição do presidente Jair Bolsonaro e do Itamaraty em relação à crise entre EUA e Irã rebaixa o papel internacional do Brasil e contraria toda a tradição diplomática do país.

A submissão incondicional ao presidente Donald Trump e a ignorância geopolítica contrariam o histórico de não apoiar agressões unilaterais, o reforço do papel da ONU e a defesa do diálogo para mediar conflitos em vez da força militar.

Bolsonaro e o ministro da Relações Exteriores, Ernesto Araújo, ferem suscetibilidades persas e de países árabes simpáticos ao Irã. Isso pode afetar o comércio do Brasil com o Oriente Médio.

Em relação ao Irã, a balança comercial é francamente favorável ao Brasil, que teve entre janeiro e novembro de 2019 saldo positivo de mais de US$ 2 bilhões.
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Kennedy Alencar: Bolsonaros se complicam, mas parece que Moro vive em Marte

Fonte: Kennedy Alencar | Kennedy Alencar em 20/12/2019 às 15:00 h

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São fortes as evidências de que Flávio Bolsonaro lavou dinheiro com sua loja de chocolates, por meio de conta de miliciano e compra de imóveis. A investigação do Ministério Público sobre o caso Queiroz vai mesmo dar problema para o presidente Jair Bolsonaro e o filho senador.

Bastou o Supremo Tribunal Federal liberar a investigação para que viessem público as evidências da rachadinha praticada pelo então deputado estadual Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz, antigo homem da confiança do presidente da República.

O Ministério Público do Rio de Janeiro suspeita que Queiroz seja um caixa informal da família Bolsonaro.

Nesse ambiente, o ministro da Justiça, Sergio Moro, tem dito a interlocutores que não houve em 2019 caso de corrupção relacionado ao governo, como informou a coluna ‘Radar’, da revista ‘Veja’.

Moro não habita a Terra.
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Kennedy Alencar: Caso Queiroz vai dar problema para Jair e Flávio Bolsonaro

Fonte: Kennedy Alencar | Kennedy Alencar em 19/12/2019 às 15:00 h

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A retomada do caso Queiroz deve ter desdobramentos muito negativos para o presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro. Fracassou a principal estratégia do presidente e de seu filho, que era anular a investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro a respeito das acusações de rachadinha no gabinete de Flávio na época em que foi deputado estadual.

Apesar do atraso, porque o presidente do STF, Dias Toffoli, deu uma mão ao suspender as investigações por cerca de 4 meses, houve um strike ontem com a operação do MP que atingiu vários ex-assessores de Flávio e o próprio Fabrício Queiroz.

O Ministério Público conseguiu retomar uma investigação que tem um potencial danoso enorme para o governo. Está evidente pelo que sabe da investigação que há possibilidade de prejuízo para o presidente e o filho senador.
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