Maioria no STF para criminalizar homofobia é histórica e correta

Ao formar maioria para criminalizar a homofobia, o Supremo Tribunal Federal toma uma decisão histórica. Seis ministros votaram ontem por igualar a homofobia a racismo até que o Congresso legisle sobre o tema.

No momento em que temos um presidente que deu declarações homofóbicos e grupos no Congresso que defendem leis contra direitos da população GLBTi, o Supremo tomou decisão importante.

Mostra que a democracia brasileira ainda tem instituem que funcionam como freios e contrapesos. A atitude do STF é um avanço civilizatório. O Brasil é um país homofóbico. Há crimes que acontecem por homofobia.

Portanto, é importante o passo dado pelo Supremo, que toma o cuidado institucional de deixar claro que o Congresso poderá legislar a respeito do tema. O julgamento do STF foi suspenso e deverá ser retomado no dia.
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Theresa May anuncia renúncia para 7 de junho

Na manhã desta sexta, Theresa May anunciou que renunciará ao cargo de primeira-ministra do Reino Unido no dia 7 de junho. Terminou o discurso emocionada. Embargando a voz, retirou-se rapidamente com passos rápidos e firmes após dizer que a grande honra de sua vida foi servir o país que ama.

Ela afirmou que foi a segunda mulher a ser primeira-ministra do Reino Unido, mas certamente não será a última. Disse que ceder não é um erro, numa sinalização de que o sucessor terá de fazer o mesmo se quiser aprovar o Brexit, que é a saída do Reino Unido da União Europeia.

Ontem, dia das eleições no Reino Unido para o Parlamento Europeu, cresceu muito a pressão interna no Partido Conservador para a renúncia de May.

As eleições para Parlamento Europeu são uma espécie de plebiscito informal sobre os destino do Brexit.
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Fantasma de direita e extrema-direita ronda Europa

Para usar um clichê, um fantasma ronda a Europa, o do populismo de direita e extrema-direita. Entre amanhã e domingo, haverá eleição para os 751 membros do Parlamento Europeu. Mais de 400 milhões de eleitores votarão nos 28 países que compõem a União Europeia.

Há expectativa de bom desempenho de uma aliança de forças de direita, hostis à união. Em outras palavras, o Parlamento Europeu poderá ter, pela primeira vez, uma parcela realmente significativa de opositores à integração continental. Esses novos representantes deverão tentar, por exemplo, aprovar leis mais duras contra imigrantes.

No Reino Unido, as eleições para 73 assentos no Legislativo europeu ocorrerão amanhã. O Partido Brexit, liderado pelo populista de direita Nigel Farage, aparece como a força política que deverá receber mais votos.

Recentemente, a francesa Marine Le Pen e o italiano Matteo Salvini foram juntos a um comício na Itália.
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Chico Buarque, que ganhou Prêmio Camões, é um orgulho nacional

A Última Flor do Lácio está bem representada pela concessão do Prêmio Camões a Chico Buarque de Hollanda. Depois de Bob Dylan ganhar um Nobel, é justo que Chico tenha recebido ontem a maior honraria da língua portuguesa.

Além da formidável obra musical, com canções que também são poemas de amor e hinos políticos, Chico escreveu excelentes peças de teatro e romances. É um orgulho brasileiro.

Parabéns, Chico!

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Dubiedade e racha na direita

O presidente Jair Bolsonaro tomou decisão acertada ao divulgar, via porta-voz, que não comparecerá às manifestações deste domingo.

A base política que apoiou a eleição de Bolsonaro rachou. Os governadores João Doria (PSDB-SP) e Ibaneis Rocha (MDB-DF) falaram contra tais atos.
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Ao demonizar instituições, Bolsonaro ameaça democracia

No final do dia de ontem, o presidente Jair Bolsonaro recuou de uma série de ataques ao Congresso Nacional, ao Supremo Tribunal Federal, à imprensa e corporações que o impediriam de governar o Brasil. Essa estratégia de morde e assopra é uma tentativa de emparedar o Congresso pelo fracasso de ter desperdiçado o período de lua de mel para aprovar projetos no Legislativo.

Demonizar a política é um gesto autoritário. Trata-se de ameaça à democracia. Ontem, Bolsonaro afirmou que ‘o grande problema do Brasil é a classe política’. Ora, só na família presidencial há quatros políticos.

Bolsonaro é o que sempre foi: um autoritário despreparado para exercer a Presidência. Recorre a teorias conspiratórias para vender uma mentira à população, a de que seria impedido de governar em benefício do povo.

O presidente simplesmente mente.
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Bolsonaro é um líder que só desqualifica debate público

Se uma liderança importante desqualifica o debate público, obviamente nivela a discussão por baixo. É exatamente o que vem fazendo o presidente Jair Bolsonaro, que se revela um líder desqualificado que só faz desqualificar qualquer debate sério que a sociedade brasileira queira fazer.

O último exemplo foi mais um ataque à imprensa feito ontem de forma geral e particular. Bolsonaro disse que a mídia tem interesse em chegar a ele por meio da investigação do caso Fabrício Queiroz.

Contrariando o discurso de campanha, o presidente também bateu no Ministério Público do Rio de Janeiro. Ora, com a plataforma eleitoral que apresentou no ano passado, Bolsonaro deveria apoiar a investigação, que, aliás, está longe do padrão de velocidade da Lava Jato.

Mas o pior do dia foi atacar a jornalista Marina Dias, da ‘Folha de S.Paulo’, que fez pergunta pertinente sobre cortes na educação.
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Como fez Dilma, Bolsonaro une crises política e econômica

Os grandes protestos de ontem por todo o país foram mais um exemplo de que o presidente Jair Bolsonaro comete erros semelhantes aos do governo Dilma: combina crises econômica e política.

As manifestações de ontem, basicamente convocadas por estudantes, marcaram o primeiro grande ato de oposição contra o governo Bolsonaro. Houve participação de sindicatos e partidos políticos na organização, mas a massa de gente nas ruas incluiu um público contrariado com a política de destruição educacional da atual administração. Foram atos relevantes e amplos.

Bolsonaro, seus familiares políticos e boa parte dos ministros são uma fábrica de crises. Ontem, Bolsonaro chamou os manifestantes de ‘idiotas úteis’. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, convocado a depor no plenário da Câmara, indagou se os deputados sabiam o que era uma Carteira de Trabalho, ofendendo até os parlamentares que estavam lá para apoiá-lo.

A tarefa de um governo não é criar crises, mas gerenciá-las.
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Entrevista reforça impressão de violência histórica contra Lula

Após duas horas de entrevista com o ex-presidente Lula, fica a impressão de que se cometeu uma violência histórica com a sua prisão. Lula sustenta a inocência com tenacidade, aponta argumentos consistentes e afirma que desmontar as acusações passou a ser sua missão de vida.

A entrevista reúne uma série de pontos: visita ao governo real que ele fez entre 2003 e 2010, equívocos da sucessora, Dilma Rousseff, o provável erro político de não ter disputado a Presidência em 2014, as acusações de corrupção decorrentes da Lava Jato, atual política externa e o governo Bolsonaro e o seu modelo econômico.

Ontem, no ‘Jornal da CBN – 2ª Edição’, foi feito um resumo da entrevista, realizada no último dia 3 de maio e cuja íntegra está no blog.

Clique aqui para ver esta matéria na íntegra.

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BBC World News transmite hoje tópicos da entrevista com Lula

A BBC World News levará ao ar hoje um programa especial com tópicos da entrevista feita com o ex-presidente Lula no último dia 3, em Curitiba. No Brasil, o programa será transmitido às 22h30.

Ao longo do fim de semana e dos próximos dias, haverá outras transmissões. Os horários podem ser vistos neste link, levando em conta que Londres está quatro horas à frente de Brasília.

Em breve, será divulgado link na internet do programa da BBC.

Na segunda-feira, dia 13/05, às 8h da manhã, o blog publicará a entrevista de 1 hora e 50 minutos concedida por Lula.

Clique aqui para ver esta matéria na íntegra.

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