Chacina no Rio que pôs o Exército sob suspeita teve investigações arquivadas

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Os dois inquéritos correram em paralelo, mas com enormes diferenças. A Delegacia de Homicídios de Niterói/São Gonçalo e o Grupo Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP), coordenado pela promotora Andréa Amin, do MP do Rio, ouviram as testemunhas, sobreviventes e familiares das vítimas, além de policiais e três militares que participaram da operação. Perícia balística, nas armas dos agentes e no local foram feitas. Contudo, pouco se sabe sobre os procedimentos adotados pelo Ministério Público Militar (MPM). “Jamais tivemos acesso à investigação do MPM. Nenhum civil foi ouvido, nem sequer as vítimas sobreviventes e familiares”, explica o defensor público Daniel Lozoya, que defende o sobrevivente que remanesceu e outras três famílias de vítimas. Além disso, a investigação no Ministério Público Militar — composto por civis — se restringiu a um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) e nem sequer foi submetido à Auditoria Militar — órgão federal de primeira instância da Justiça Militar formado por um civil e quatro oficiais.
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‘Não é preciso ser impositivo: quando se confia nas escolas, elas respondem’

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Aos 38 anos, o bioquímico Tiago Rodrigues Brandão (Paredes de Coura, 1977) abandonou de vez seu posto na Universidade Cambridge para se tornar o ministro da Educação mais jovem da história de Portugal. Não tinha experiência política, nem carteirinha socialista, mas um forte compromisso social. A imprensa internacional descreve hoje Portugal como a “estrela emergente na educação” pelos seus avanços no Relatório PISA. Na virada do século, ficava no final da fila e no último conseguiu 501 pontos em Ciências (os estudantes espanhóis, 493), 498 em Leitura (496) e 492 em Matemática (486). E o país também se destaca na autonomia das escolas, na inovação pedagógica, nos livros didáticos gratuitos e na intensa formação do professorado. Mas, desde meados do ano, os professores protestam pelo reconhecimento da contagem de tempo de trabalho, que foi congelada com a crise.
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‘Todo pardo é mau-caráter’: torcida do Santos cobra expulsão de conselheiro por áudio racista

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‘O pardo não é aquele negão, nem o branquinho. É o moreninho.’ Assim, Adilson Durante Filho, 38 anos, secretário-adjunto de Turismo de Santos, no litoral paulista, introduz o áudio enviado a um grupo de amigos no WhatsApp que vazou na noite desta quarta-feira e foi repercutido por um programa na Rádio da Vila. ‘Esses caras [pardos], tem que desconfiar de todos. Essa cor é a mistura de uma raça que não tem caráter. É verdade, isso é estudo. Tem que tomar cuidado com todo pardo, todo mulato. Os pardos brasileiros são todos mau-caráter. Não tem um que não seja’, discorre o funcionário da Prefeitura, sem demonstrar constrangimento pelo discurso abertamente racista ao longo de 53 segundos de gravação.

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STF recua de censura a revista e libera entrevista de Lula a EL PAÍS e outros veículos

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Após uma enxurrada de críticas, o Supremo Tribunal Federal (STF) revogou nesta quinta-feira duas decisões que bloqueavam o trabalho da imprensa. Em pleno recesso da Semana Santa, dois ministros do STF voltaram atrás em um par de determinações: a que impedia o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de conceder entrevistas desde a carceragem da Polícia Federal e a que proibia que dois sites veiculassem uma reportagem que comprometia o presidente do STF, Antonio Dias Toffoli.

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Da hecatombe nuclear à ilha abandonada: o poder de fascínio das cidades-fantasma

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Poucas coisas provocam mais fascínio do que os lugares que foram construídos para as pessoas, mas onde não há pessoas. Edifícios abandonados, estruturas enferrujadas e ruas que antes eram lotadas hoje reconquistadas pela vegetação, são um poderoso símbolo da passagem do tempo, da nossa futilidade como espécie e também uma imagem impactante do que poderia ser um mundo no qual o ser humano não exista mais.

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Relatório detalha como Trump atrapalhou apuração sobre interferência russa na eleição

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O esperado relatório sobre a chamada trama russa sob responsabilidade do promotor especial Robert S. Mueller foi publicado na manhã desta quinta-feira e, apesar de conter muitos trechos censurados por motivos de segurança, de interferência em outras investigações e privacidade de terceiros, permite vislumbrar os segredos de uma investigação histórica. O documento conclui que não há provas sobre uma conspiração entre Donald Trump e o Kremlin para as eleições presidenciais de 2016, mas fala sobre como o presidente tentou boicotar a investigação, chegando a pedir a demissão de Mueller, e descreve os delicados contatos entre seu entorno. No total, existem 11 episódios de possível obstrução à Justiça, ainda que os investigadores não tenham chegado a uma conclusão a respeito.
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Jornalismo sem censura é liberdade de imprensa ampla e irrestrita

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Em tempos de retrocessos é um alívio ter novos militantes na defesa pública da garantia da liberdade de expressão. O episódio de censura à revista Crusoé, imposta pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, trouxe vários deles a público nos últimos dias. Até mesmo o presidente Jair Bolsonaro e o vice, general Hamilton Mourão, levantaram a bandeira de defesa da liberdade de expressão depois da revista ser censurada. Mais explícito que Bolsonaro, o vice Mourão, ao defender a reportagem da revista Crusoé nesta quinta, descreveu o episódio como ‘um ato de censura’. Há poucos dias, ele lembrou que é justamente o STF o órgão que deveria ser o guardião das liberdades de imprensa e de expressão, mas que estaria fazendo o papel de censor. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e os candidatos à sucessão de Raquel Dodge na Procuradoria Geral da República também cerraram filas contra o Supremo, e em defesa da Crusoé, assim como outro ministro da Corte, Marco Aurélio Mello.
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