Kennedy Alencar: Em respeito ao jornalismo e à democracia

Fonte: Kennedy Alencar | Kennedy Alencar em 04/12/2019 às 21:00 h

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Em respeito aos leitores do blog, aos internautas que me seguem nas redes sociais, aos ouvintes da rádio CBN e aos jornalistas e amigos que enviaram mensagens, volto a um assunto que foi abordado neste espaço em janeiro de 2018.

Também me manifesto em respeito ao jornalismo e à democracia. Não tratei desse caso antes por estar resolvendo problemas de ordem familiar e pessoal. Mas trato agora.

Sob o escudo da imunidade parlamentar, o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) foi à CPI das Fake News desferir ataques contra a minha honra. Como é típico de quem espalha fake news, ele recorreu a uma meia-verdade.

A verdade é que sou irmão do Beck e do Muller, mas é mentira que eu tenha ligação com as atividades profissionais de ambos. A partir do meu laço de sangue, Feliciano voltou a beber na fonte de supostos jornalistas e difamadores profissionais que fizeram o primeiro ataque covarde contra mim.

Como não existe deslize ético e financeiro na minha carreira jornalística de 30 anos, a brecha foi dizer que meus irmãos receberam R$ 16 milhões da campanha de Dilma e tentar estabelecer alguma ligação indevida minha com isso.

Ora, cabem aos meus irmãos cuidar e dar explicações sobre as suas atividades profissionais para o PT e diversos outros partidos. Eles estão fazendo isso.

Cabe a mim responder a quem tenta macular uma trajetória profissional construída com honestidade e seriedade. Meu patrimônio, que está devidamente declarado à Receita Federal, é fruto de um trabalho árduo de 35 anos. Recorri à Justiça contra os supostos jornalistas, mas o entendimento até agora tem sido o de que a meia-verdade, a desinformação e o jornalismo de insinuação podem prevalecer. Estou recorrendo às instâncias superiores e levarei esses processos até o fim.

Cabe a mim recolher as plumas lançadas ao vento por esses difamadores profissionais e amadores. Faço com gosto. Não é a primeira vez que enfrento desafios na minha vida. Não será a última. Cobri duas guerras e sete governos, incluindo o de Jair Bolsonaro. Não me assustam.

Desde a notícia que dei sobre a investigação da Polícia Civil do Rio sobre o suposto envolvimento de Carlos Bolsonaro no caso Marielle, os ataques a mim voltaram a ganhar corpo nas redes sociais. Gostaria que o deputado Feliciano tratasse os fatos com o mesmo zelo com que cuida de sua chapinha japonesa. Mas aí é pedir demais para um sabujo do autoritarismo de extrema-direita.

A milícia digital e seus líderes que usam a mentira como arma política não vão me intimidar. Continuarei a fazer o meu trabalho de modo firme, equilibrado e com a tenacidade profissional de sempre. Não vou normalizar absurdos desses senhores e senhoras que não sabem conviver com a democracia.

A estratégia deles é clara: minar a credibilidade dos jornalistas para que possam adotar com mais facilidade medidas de exceção, avançando sobre as instituições do país com sua barbárie e autoritarismo. Nossa democracia não merece. Vou cumprir o pequeno papel que me cabe neste momento da História do Brasil.

Clique aqui para ver esta matéria na íntegra.

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