As lágrimas por Ágatha no Complexo do Alemão, onde crianças se habituaram a fugir de tiros

Fonte: El Pais | Felipe Betim em 22/09/2019 às 23:30 h

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Centenas de pessoas se reuniram neste domingo chuvoso no Complexo de favelas do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, para exigir Justiça por Ágatha Félix, uma menina de oito anos assassinada na noite da última sexta-feira por um tiro de fuzil nas costas durante uma ação da Polícia Militar (PM). Ela foi atingida quando estava dentro de uma Kombi, ao lado da mãe. A polícia afirma que a tragédia ocorreu em uma troca de tiros com bandidos, o que testemunhas negam —elas apontam que a bala partiu de policiais. Em um ato carregado de dor e emoção, moradores, ativistas e artistas ecoaram a fala do avô Airton Félix que viralizou nas redes sociais neste fim de semana: a de que sua neta era estudiosa, falava inglês, tinha aula de balé e era filha de um trabalhador. E relembraram o triste cotidiano da comunidade, onde os tiroteios são frequentes.
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Superintendente do IMS: ‘Está se criando uma atmosfera pesada para as artes e para a cultura no Brasil’

Fonte: El Pais | Beatriz Jucá em 22/09/2019 às 21:00 h

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Flávio Pinheiro dirige uma das mais importantes instituições culturais brasileiras. É superintendente executivo do Instituto Moreira Sales (IMS), com atuação em diferentes áreas da cultura e mantida sem recursos do Governo. O IMS tem uma dotação orçamentária oriunda do Unibanco e de recursos da família Moreira Salles. Imerso na cena de produção artística brasileira, Flávio Pinheiro sente que a cultura passa por um momento turbulento. O setor —que já vinha sofrendo historicamente com cortes orçamentários— perdeu neste ano o ministério próprio e, por decisão do presidente Jair Bolsonaro, foi submetido ao Ministério da Cidadania. A crise econômica no país amplificou os cortes de editais e programas de incentivo que, somados ao discurso do presidente de filtrar produções, gerou um receio de censura.
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O xamã que percorreu 3.000 quilômetros a pé para exorcizar Putin

Fonte: El Pais | María R. Sahuquillo em 22/09/2019 às 21:00 h

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Alexander Gabyshev começou a andar em março desse ano rumo a Moscou de sua cidade natal (Lacútia, no leste da Rússia). Autoproclamado ‘xamã guerreiro’, o siberiano de 51 anos tem como objetivo chegar à capital para exorcizar o ‘demoníaco’ presidente russo, Vladimir Putin. Percorreu a pé quase 3.000 quilômetros, um pouco menos da metade do caminho, ganhando dezenas de seguidores em sua caravana quando foi preso na noite de quinta-feira no acampamento em que pernoitava em Buriatia. Agora, as autoridades russas, cada vez mais inquietas em relação a qualquer forma de protesto, investigam o xamã por extremismo, o que se transformou em uma celebridade nas redes sociais.

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Censura, um efeito cascata que corrói a arte no Brasil de Bolsonaro

Fonte: El Pais | Beatriz Jucá em 22/09/2019 às 20:00 h

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Faltavam cinco minutos para a entrada do público que assistiria à apresentação das 18h do espetáculo teatral Abrazo, na Caixa Cultural do Recife, quando a companhia Clowns de Shakespeare foi avisada de que a sessão estava cancelada. A peça, que aborda temas como repressão e censura, foi banida pela instituição sem qualquer diálogo. Montada em 2014 na onda da efeméride dos 50 anos do golpe militar brasileiro, o espetáculo já havia circulado por cerca de 20 Estados nos últimos cinco anos. A apresentação cancelada seria a segunda daquele mesmo dia, 7 de setembro. Clowns de Shakespeare havia fechado um contrato com a Caixa para fazer uma temporada de oito apresentações da peça no Recife e em Curitiba, pelas quais receberia 220.000 reais. O mesmo edital também previa rodas de conversa e uma oficina.

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Escuta: [Escuta Recomenda] Semana 17

Fonte: Escuta | Por Fernando Perlatto / Política

* Compartilho abaixo a indicação de artigos interessantes sobre política publicados nesta semana:

– Artigo de Celso Rocha de Barros, na segunda, na Folha, ‘Movimento bolsonarista reflui e radicaliza’: ‘O bolsonarismo como movimento político está refluindo, e Bolsonaro tenta compensar isso com golpe de Estado e uso da máquina’

– Artigo de Rogerio Arantes, na terça, para a revista Época, ‘Democracias em risco?’: ‘Entre nós, qualquer força política que tente organizar esquemas capazes de desequilibrar o jogo será descoberta e, provavelmente, desmantelada’;

– Artigo de Renato Janine Ribeiro, na terça, na Folha, ‘Os outros elementos do fascismo’: ‘O que nos protegerá do fascismo? Instituições são elemento positivo da democracia, mas não bastarão se não houver empenho forte dos cidadãos em defender não só suas vidas privadas como o caráter democrático dessas instituições’

– Artigo de Flávia Oliveira, na sexta, no jornal O Globo, ‘É necropolítica que chama’: ‘Não há outra palavra para denominar o cotidiano de brutalidade ao qual as favelas do Rio de Janeiro estão expostas desde que Wilson Witzel aportou no Palácio Guanabara’

– Artigo de Simone Gomes nesta Revista Escuta e na revista Horizontes do Sul, ‘O conceito de necropolítica: ensaios de alguns porquês e as razões de agora’: ”Mas no que consistiria a necropolítica? Segundo Mbembe, em uma forma de governo que trabalha com zonas de morte, com a criação de inimigos e de políticas formuladas por seus regimes de exceções – permanentes – e emergências’

– Artigo de Janio de Freitas, na Folha, neste domingo, ‘Na beira do precipício’: ‘Em temas da crise política, a maioria dos 11 ministros tem se curvado à opinião das camadas bem situadas da população’

– Artigo de Conrado Hübner Mendes, para a revista Época desta semana, ‘Os 13 fatos da Lava Toga’: ‘Um judiciário independente controla desvios de juízes. O judiciário brasileiro nunca se destacou no exercício desse controle’

– Artigo de Luís Falcão nesta Revista Escuta, ‘O Ministério da Casa Verde’: ‘Dizia-se na imprensa que os avanços da Lava-Jato estavam comprometidos, tanto que, bastou que assumisse Moro o Ministério, as delações começaram a ser questionadas e o número de prisões despencou. O que se parecia querer era a continuidade das prisões, por justiça, revanche, vingança… ou medo de que se alguém estivesse solto, poderia atrapalhar os planos imperiais.’

– Artigo de Sergio Fausto, na revista Piauí, deste mês, ‘Que falta faz uma boa direita’: ‘De novo, diante do que lhe parecia ser o mal maior, a direita liberal tapou o nariz e fez o que acreditou que tinha de ser feito. Ao sufragar Bolsonaro, não teve de mandar às favas os escrúpulos democráticos, como no golpe de 1964, mas abraçou-se à candidatura do ex-capitão, pródigo nos elogios ao regime autoritário e na justificação da tortura, admirador dos governos politicamente antiliberais da Hungria e da Polônia e fã assumido de Donald Trump, a quintessência do nacionalismo xenófobo’

– Artigo de Demétrio Magnoli, no sábado, na Folha, ‘Lula livre’: ‘O STF examinará, logo mais, as condenações impostas a Lula. Hoje sabemos, graças à Vaza Jato, que os processos tinham cartas marcadas. O conluio entre Estado-julgador e Estado-acusador violou as leis que regulam o funcionamento do sistema de Justiça. A corte suprema tem o dever de preservar o Estado de Direito, declarando a nulidade dos julgamentos e colocando o ex-presidente em liberdade’

– Artigo de Bernardo Mello Franco, no jornal O Globo, deste domingo, ‘O Brasil contra o mundo’: ‘Amanhã, a ONU promoverá uma cúpula especial sobre a crise climática. Com a credibilidade em baixa, o Brasil não foi incluído entre as 60 delegações que usarão a palavra. Melhor assim. Um discurso negacionista causaria ainda mais desgaste à imagem do país’

– Artigo de Martin Wolf, publicado na sexta, no Valor Econômico, ‘Capitalismo rentista ameaça a democracia’: ‘O que parecemos cada vez mais ter, em vez disso, é um instável capitalismo rentista, uma concorrência enfraquecida, um crescimento fraco da produtividade, alta desigualdade e, não por acaso, uma democracia cada vez mais degradada’

– Artigo de Maria Hermínia Tavares de Almeida, na quinta, na Folha, ‘Desigualdade à brasileira’: ‘A concentração de renda cria seus próprios mecanismos de perpetuação. Ela também associa-se e com frequência reforça outras expressões de desigualdade: no padrão dos serviços sociais recebidos por uns e outros, nos equipamentos urbanos disponíveis, no acesso à Justiça, no tratamento que merecem dos agentes públicos, no respeito aos direitos individuais —tudo confluindo para uma convivência social embrutecida e violenta’

– Artigo de Laura Carvalho, na quinta, na Folha, ‘O topo acima de todos’: ‘Em vez de trabalhar para eliminar o caráter regressivo da tributação, o plano da equipe econômica parece ser o de tornar o Estado brasileiro concentrador de renda em seu conjunto por meio da ‘desvinculação, desobrigação e desindexação’ de despesas’

– Artigo de Maraliz Pereira Jorge, na quinta, na Folha: ‘Jair Bolsonaro está em campanha permanente para desmoralizar o jornalismo profissional, ameaça veículos e estimula perseguições à classe o tempo todo. O que ele, seus filhos e a militância fazem não tem nada a ver com liberdade de expressão. Em português, é discurso de ódio, que ainda não levou, mas pode levar, a casos de violência física e morte’

– Artigo de Vahan Agopyan, Reitor da USP, ‘Bolsas de pós-graduação para quê?, na Folha: ‘A redução do número de bolsas está diretamente relacionada à diminuição do volume de pesquisas e do ritmo de formação de recursos humanos qualificados —e, em última instância, do desenvolvimento econômico, tecnológico, social e cultural do nosso país’

– Artigo de Yascha Mounk, na terça, na Folha, ‘O que Boris fez com a democracia mais estável do mundo’: ‘Trata-se da agressão mais deslavada contra a democracia vista na memória viva do Reino Unido e uma das mais sérias já enfrentadas por qualquer país ocidental nesta era populista’

Cultura

* Compartilho abaixo a indicação de artigos e reportagens interessantes sobre cultura publicados nesta semana:

– Artigo de Eduardo Escorel, no blog da revista Piauí, ‘Marighella – condenado à clandestinidade?’: ‘Lamento não poder comentar o próprio Marighella, em vez de me ater às circunstâncias que o cercam, pois, apesar de reiterada manifestação de interesse da minha parte, não me foi dado acesso ao filme’

– Reportagem da Folha sobre o novo disco de Chico César, O amor é um ato revolucionário;

– Trecho inédito publicado pela revista Quatro Cinco Um do novo romance da escritora italiana Elena Ferrante, que não lançava um livro desde o último volume da tetralogia A Amiga Genial;

– O site do Suplemento Pernambuco publicou poemas inéditos de Wisława Szymborska;

Indicações culturais da semana:

Livro: O pêndulo da democracia, de Leonardo Avritzer (Todavia, 2019)

Discos: Gal Costa (A Pele do Futuro Ao Vivo, 2019)

Clipe: Elza Soares (‘Comportamento geral’, do disco Planeta Fome)

Podcast: Ilustríssima Conversa, com o professor de Literatura da USP, Hélio Seixa Guimarães, que lançou recentemente dois livros Escritor por escritor: Machado d / Política

* Compartilho abaixo a indicação de artigos interessantes sobre política publicados nesta semana:

– Artigo de Celso Rocha de Barros, na segunda, na Folha, ‘Movimento bolsonarista reflui e radicaliza’: ‘O bolsonarismo como movimento político está refluindo, e Bolsonaro tenta compensar isso com golpe de Estado e uso da máquina’

– Artigo de Rogerio Arantes, na terça, para a revista Época, ‘Democracias em risco?’: ‘Entre nós, qualquer força política que tente organizar esquemas capazes de desequilibrar o jogo será descoberta e, provavelmente, desmantelada’;

– Artigo de Renato Janine Ribeiro, na terça, na Folha, ‘Os outros elementos do fascismo’: ‘O que nos protegerá do fascismo? Instituições são elemento positivo da democracia, mas não bastarão se não houver empenho forte dos cidadãos em defender não só suas vidas privadas como o caráter democrático dessas instituições’

– Artigo de Flávia Oliveira, na sexta, no jornal O Globo, ‘É necropolítica que chama’: ‘Não há outra palavra para denominar o cotidiano de brutalidade ao qual as favelas do Rio de Janeiro estão expostas desde que Wilson Witzel aportou no Palácio Guanabara’

– Artigo de Simone Gomes nesta Revista Escuta e na revista Horizontes do Sul, ‘O conceito de necropolítica: ensaios de alguns porquês e as razões de agora’: ”Mas no que consistiria a necropolítica? Segundo Mbembe, em uma forma de governo que trabalha com zonas de morte, com a criação de inimigos e de políticas formuladas por seus regimes de exceções – permanentes – e emergências’

– Artigo de Janio de Freitas, na Folha, neste domingo, ‘Na beira do precipício’: ‘Em temas da crise política, a maioria dos 11 ministros tem se curvado à opinião das camadas bem situadas da população’

– Artigo de Conrado Hübner Mendes, para a revista Época desta semana, ‘Os 13 fatos da Lava Toga’: ‘Um judiciário independente controla desvios de juízes. O judiciário brasileiro nunca se destacou no exercício desse controle’

– Artigo de Luís Falcão nesta Revista Escuta, ‘O Ministério da Casa Verde’: ‘Dizia-se na imprensa que os avanços da Lava-Jato estavam comprometidos, tanto que, bastou que assumisse Moro o Ministério, as delações começaram a ser questionadas e o número de prisões despencou. O que se parecia querer era a continuidade das prisões, por justiça, revanche, vingança… ou medo de que se alguém estivesse solto, poderia atrapalhar os planos imperiais.’

– Artigo de Sergio Fausto, na revista Piauí, deste mês, ‘Que falta faz uma boa direita’: ‘De novo, diante do que lhe parecia ser o mal maior, a direita liberal tapou o nariz e fez o que acreditou que tinha de ser feito. Ao sufragar Bolsonaro, não teve de mandar às favas os escrúpulos democráticos, como no golpe de 1964, mas abraçou-se à candidatura do ex-capitão, pródigo nos elogios ao regime autoritário e na justificação da tortura, admirador dos governos politicamente antiliberais da Hungria e da Polônia e fã assumido de Donald Trump, a quintessência do nacionalismo xenófobo’

– Artigo de Demétrio Magnoli, no sábado, na Folha, ‘Lula livre’: ‘O STF examinará, logo mais, as condenações impostas a Lula. Hoje sabemos, graças à Vaza Jato, que os processos tinham cartas marcadas. O conluio entre Estado-julgador e Estado-acusador violou as leis que regulam o funcionamento do sistema de Justiça. A corte suprema tem o dever de preservar o Estado de Direito, declarando a nulidade dos julgamentos e colocando o ex-presidente em liberdade’

– Artigo de Bernardo Mello Franco, no jornal O Globo, deste domingo, ‘O Brasil contra o mundo’: ‘Amanhã, a ONU promoverá uma cúpula especial sobre a crise climática. Com a credibilidade em baixa, o Brasil não foi incluído entre as 60 delegações que usarão a palavra. Melhor assim. Um discurso negacionista causaria ainda mais desgaste à imagem do país’

– Artigo de Martin Wolf, publicado na sexta, no Valor Econômico, ‘Capitalismo rentista ameaça a democracia’: ‘O que parecemos cada vez mais ter, em vez disso, é um instável capitalismo rentista, uma concorrência enfraquecida, um crescimento fraco da produtividade, alta desigualdade e, não por acaso, uma democracia cada vez mais degradada’

– Artigo de Maria Hermínia Tavares de Almeida, na quinta, na Folha, ‘Desigualdade à brasileira’: ‘A concentração de renda cria seus próprios mecanismos de perpetuação. Ela também associa-se e com frequência reforça outras expressões de desigualdade: no padrão dos serviços sociais recebidos por uns e outros, nos equipamentos urbanos disponíveis, no acesso à Justiça, no tratamento que merecem dos agentes públicos, no respeito aos direitos individuais —tudo confluindo para uma convivência social embrutecida e violenta’

– Artigo de Laura Carvalho, na quinta, na Folha, ‘O topo acima de todos’: ‘Em vez de trabalhar para eliminar o caráter regressivo da tributação, o plano da equipe econômica parece ser o de tornar o Estado brasileiro concentrador de renda em seu conjunto por meio da ‘desvinculação, desobrigação e desindexação’ de despesas’

– Artigo de Maraliz Pereira Jorge, na quinta, na Folha: ‘Jair Bolsonaro está em campanha permanente para desmoralizar o jornalismo profissional, ameaça veículos e estimula perseguições à classe o tempo todo. O que ele, seus filhos e a militância fazem não tem nada a ver com liberdade de expressão. Em português, é discurso de ódio, que ainda não levou, mas pode levar, a casos de violência física e morte’

– Artigo de Vahan Agopyan, Reitor da USP, ‘Bolsas de pós-graduação para quê?, na Folha: ‘A redução do número de bolsas está diretamente relacionada à diminuição do volume de pesquisas e do ritmo de formação de recursos humanos qualificados —e, em última instância, do desenvolvimento econômico, tecnológico, social e cultural do nosso país’

– Artigo de Yascha Mounk, na terça, na Folha, ‘O que Boris fez com a democracia mais estável do mundo’: ‘Trata-se da agressão mais deslavada contra a democracia vista na memória viva do Reino Unido e uma das mais sérias já enfrentadas por qualquer país ocidental nesta era populista’

Cultura

* Compartilho abaixo a indicação de artigos e reportagens interessantes sobre cultura publicados nesta semana:

– Artigo de Eduardo Escorel, no blog da revista Piauí, ‘Marighella – condenado à clandestinidade?’: ‘Lamento não poder comentar o próprio Marighella, em vez de me ater às circunstâncias que o cercam, pois, apesar de reiterada manifestação de interesse da minha parte, não me foi dado acesso ao filme’

– Reportagem da Folha sobre o novo disco de Chico César, O amor é um ato revolucionário;

– Trecho inédito publicado pela revista Quatro Cinco Um do novo romance da escritora italiana Elena Ferrante, que não lançava um livro desde o último volume da tetralogia A Amiga Genial;

– O site do Suplemento Pernambuco publicou poemas inéditos de Wisława Szymborska;

Indicações culturais da semana:

Livro: O pêndulo da democracia, de Leonardo Avritzer (Todavia, 2019)

Discos: Gal Costa (A Pele do Futuro Ao Vivo, 2019)

Clipe: Elza Soares (‘Comportamento geral’, do disco Planeta Fome)

Podcast: Ilustríssima Conversa, com o professor de Literatura da USP, Hélio Seixa Guimarães, que lançou recentemente dois livros Escritor por escritor: Machado d / Política

* Compartilho abaixo a indicação de artigos interessantes sobre política publicados nesta semana:

– Artigo de Celso Rocha de Barros, na segunda, na Folha, ‘Movimento bolsonarista reflui e radicaliza’: ‘O bolsonarismo como movimento político está refluindo, e Bolsonaro tenta compensar isso com golpe de Estado e uso da máquina’

– Artigo de Rogerio Arantes, na terça, para a revista Época, ‘Democracias em risco?’: ‘Entre nós, qualquer força política que tente organizar esquemas capazes de desequilibrar o jogo será descoberta e, provavelmente, desmantelada’;

– Artigo de Renato Janine Ribeiro, na terça, na Folha, ‘Os outros elementos do fascismo’: ‘O que nos protegerá do fascismo? Instituições são elemento positivo da democracia, mas não bastarão se não houver empenho forte dos cidadãos em defender não só suas vidas privadas como o caráter democrático dessas instituições’

– Artigo de Flávia Oliveira, na sexta, no jornal O Globo, ‘É necropolítica que chama’: ‘Não há outra palavra para denominar o cotidiano de brutalidade ao qual as favelas do Rio de Janeiro estão expostas desde que Wilson Witzel aportou no Palácio Guanabara’

– Artigo de Simone Gomes nesta Revista Escuta e na revista Horizontes do Sul, ‘O conceito de necropolítica: ensaios de alguns porquês e as razões de agora’: ”Mas no que consistiria a necropolítica? Segundo Mbembe, em uma forma de governo que trabalha com zonas de morte, com a criação de inimigos e de políticas formuladas por seus regimes de exceções – permanentes – e emergências’

– Artigo de Janio de Freitas, na Folha, neste domingo, ‘Na beira do precipício’: ‘Em temas da crise política, a maioria dos 11 ministros tem se curvado à opinião das camadas bem situadas da população’

– Artigo de Conrado Hübner Mendes, para a revista Época desta semana, ‘Os 13 fatos da Lava Toga’: ‘Um judiciário independente controla desvios de juízes. O judiciário brasileiro nunca se destacou no exercício desse controle’

– Artigo de Luís Falcão nesta Revista Escuta, ‘O Ministério da Casa Verde’: ‘Dizia-se na imprensa que os avanços da Lava-Jato estavam comprometidos, tanto que, bastou que assumisse Moro o Ministério, as delações começaram a ser questionadas e o número de prisões despencou. O que se parecia querer era a continuidade das prisões, por justiça, revanche, vingança… ou medo de que se alguém estivesse solto, poderia atrapalhar os planos imperiais.’

– Artigo de Sergio Fausto, na revista Piauí, deste mês, ‘Que falta faz uma boa direita’: ‘De novo, diante do que lhe parecia ser o mal maior, a direita liberal tapou o nariz e fez o que acreditou que tinha de ser feito. Ao sufragar Bolsonaro, não teve de mandar às favas os escrúpulos democráticos, como no golpe de 1964, mas abraçou-se à candidatura do ex-capitão, pródigo nos elogios ao regime autoritário e na justificação da tortura, admirador dos governos politicamente antiliberais da Hungria e da Polônia e fã assumido de Donald Trump, a quintessência do nacionalismo xenófobo’

– Artigo de Demétrio Magnoli, no sábado, na Folha, ‘Lula livre’: ‘O STF examinará, logo mais, as condenações impostas a Lula. Hoje sabemos, graças à Vaza Jato, que os processos tinham cartas marcadas. O conluio entre Estado-julgador e Estado-acusador violou as leis que regulam o funcionamento do sistema de Justiça. A corte suprema tem o dever de preservar o Estado de Direito, declarando a nulidade dos julgamentos e colocando o ex-presidente em liberdade’

– Artigo de Bernardo Mello Franco, no jornal O Globo, deste domingo, ‘O Brasil contra o mundo’: ‘Amanhã, a ONU promoverá uma cúpula especial sobre a crise climática. Com a credibilidade em baixa, o Brasil não foi incluído entre as 60 delegações que usarão a palavra. Melhor assim. Um discurso negacionista causaria ainda mais desgaste à imagem do país’

– Artigo de Martin Wolf, publicado na sexta, no Valor Econômico, ‘Capitalismo rentista ameaça a democracia’: ‘O que parecemos cada vez mais ter, em vez disso, é um instável capitalismo rentista, uma concorrência enfraquecida, um crescimento fraco da produtividade, alta desigualdade e, não por acaso, uma democracia cada vez mais degradada’

– Artigo de Maria Hermínia Tavares de Almeida, na quinta, na Folha, ‘Desigualdade à brasileira’: ‘A concentração de renda cria seus próprios mecanismos de perpetuação. Ela também associa-se e com frequência reforça outras expressões de desigualdade: no padrão dos serviços sociais recebidos por uns e outros, nos equipamentos urbanos disponíveis, no acesso à Justiça, no tratamento que merecem dos agentes públicos, no respeito aos direitos individuais —tudo confluindo para uma convivência social embrutecida e violenta’

– Artigo de Laura Carvalho, na quinta, na Folha, ‘O topo acima de todos’: ‘Em vez de trabalhar para eliminar o caráter regressivo da tributação, o plano da equipe econômica parece ser o de tornar o Estado brasileiro concentrador de renda em seu conjunto por meio da ‘desvinculação, desobrigação e desindexação’ de despesas’

– Artigo de Maraliz Pereira Jorge, na quinta, na Folha: ‘Jair Bolsonaro está em campanha permanente para desmoralizar o jornalismo profissional, ameaça veículos e estimula perseguições à classe o tempo todo. O que ele, seus filhos e a militância fazem não tem nada a ver com liberdade de expressão. Em português, é discurso de ódio, que ainda não levou, mas pode levar, a casos de violência física e morte’

– Artigo de Vahan Agopyan, Reitor da USP, ‘Bolsas de pós-graduação para quê?, na Folha: ‘A redução do número de bolsas está diretamente relacionada à diminuição do volume de pesquisas e do ritmo de formação de recursos humanos qualificados —e, em última instância, do desenvolvimento econômico, tecnológico, social e cultural do nosso país’

– Artigo de Yascha Mounk, na terça, na Folha, ‘O que Boris fez com a democracia mais estável do mundo’: ‘Trata-se da agressão mais deslavada contra a democracia vista na memória viva do Reino Unido e uma das mais sérias já enfrentadas por qualquer país ocidental nesta era populista’

Cultura

* Compartilho abaixo a indicação de artigos e reportagens interessantes sobre cultura publicados nesta semana:

– Artigo de Eduardo Escorel, no blog da revista Piauí, ‘Marighella – condenado à clandestinidade?’: ‘Lamento não poder comentar o próprio Marighella, em vez de me ater às circunstâncias que o cercam, pois, apesar de reiterada manifestação de interesse da minha parte, não me foi dado acesso ao filme’

– Reportagem da Folha sobre o novo disco de Chico César, O amor é um ato revolucionário;

– Trecho inédito publicado pela revista Quatro Cinco Um do novo romance da escritora italiana Elena Ferrante, que não lançava um livro desde o último volume da tetralogia A Amiga Genial;

– O site do Suplemento Pernambuco publicou poemas inéditos de Wisława Szymborska;

Indicações culturais da semana:

Livro: O pêndulo da democracia, de Leonardo Avritzer (Todavia, 2019)

Discos: Gal Costa (A Pele do Futuro Ao Vivo, 2019)

Clipe: Elza Soares (‘Comportamento geral’, do disco Planeta Fome)

Podcast: Ilustríssima Conversa, com o professor de Literatura da USP, Hélio Seixa Guimarães, que lançou recentemente dois livros Escritor por escritor: Machado d em 22/09/2019 às 19:00 h

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A coluna ‘Escuta Recomenda’ é publicada aos domingos, assinada por um dos editores da revista, Fernando Perlatto, com sugestões de leituras de textos de política e de cultura, publicados na imprensa ao longo da semana.

Política

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– Artigo de Celso Rocha de Barros, na segunda, na Folha, ‘Movimento bolsonarista reflui e radicaliza’: ‘O bolsonarismo como movimento político está refluindo, e Bolsonaro tenta compensar isso com golpe de Estado e uso da máquina’

– Artigo de Rogerio Arantes, na terça, para a revista Época, ‘Democracias em risco?’: ‘Entre nós, qualquer força política que tente organizar esquemas capazes de desequilibrar o jogo será descoberta e, provavelmente, desmantelada’;

– Artigo de Renato Janine Ribeiro, na terça, na Folha, ‘Os outros elementos do fascismo’: ‘O que nos protegerá do fascismo? Instituições são elemento positivo da democracia, mas não bastarão se não houver empenho forte dos cidadãos em defender não só suas vidas privadas como o caráter democrático dessas instituições’

– Artigo de Flávia Oliveira, na sexta, no jornal O Globo, ‘É necropolítica que chama’: ‘Não há outra palavra para denominar o cotidiano de brutalidade ao qual as favelas do Rio de Janeiro estão expostas desde que Wilson Witzel aportou no Palácio Guanabara’

– Artigo de Simone Gomes nesta Revista Escuta e na revista Horizontes do Sul, ‘O conceito de necropolítica: ensaios de alguns porquês e as razões de agora’: ”Mas no que consistiria a necropolítica? Segundo Mbembe, em uma forma de governo que trabalha com zonas de morte, com a criação de inimigos e de políticas formuladas por seus regimes de exceções – permanentes – e emergências’

– Artigo de Janio de Freitas, na Folha, neste domingo, ‘Na beira do precipício’: ‘Em temas da crise política, a maioria dos 11 ministros tem se curvado à opinião das camadas bem situadas da população’

– Artigo de Conrado Hübner Mendes, para a revista Época desta semana, ‘Os 13 fatos da Lava Toga’: ‘Um judiciário independente controla desvios de juízes.

Fonte: El Pais | EFE em 22/09/2019 às 18:30 h

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Michelle Bachelet, ex-presidente chilena e atual alta comissária da ONU para os direitos humanos, disse que sente “pena pelo Brasil”, referindo-se à recente polêmica com o presidente Jair Bolsonaro, que elogiou o ditador Augusto Pinochet e comemorou a morte de seu pai, um general assassinado pela ditadura.

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