O agosto horrível da Argentina

Fonte: El Pais | Enric González em 01/09/2019 às 21:30 h

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‘Vamos viver de novo a mesma história’, disse um importante intermediador financeiro em um restaurante em Buenos Aires. ‘Outra vez o mesmo’, suspirou uma empregada doméstica enquanto passava roupa em um apartamento no bairro da Recoleta. ‘Nós, argentinos, nunca aprendemos’, murmurou um garçom. Entre a angústia e a resignação, a Argentina enfrenta sua enésima crise. Os elementos são os de sempre: inflação alta, falta de crescimento, depreciação do peso, necessidade de dólares e incapacidade de pagar as dívidas. A semana que terminou no sábado foi de dar vertigem. Agosto foi um mês horrível. E se espalha um sentimento de que o pior ainda está por vir.

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As mil batalhas pela terra que incendeiam a Amazônia

Fonte: El Pais | Felipe Betim em 01/09/2019 às 21:30 h

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Na quente manhã de quinta-feira, 29 de agosto, cerca de 20 agentes encarregados de proteger a Amazônia, em oito veículos, cruzam num barco o rio Xingu, no Estado do Pará. Partiram da cidade de Altamira. Sua missão é descobrir pessoas que derrubam árvores numa das áreas protegidas dessa região: o território denominado Ituna Itatá, onde vive um povo indígena isolado.

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A anatomia do suicídio político de Matteo Salvini

Fonte: El Pais | Daniel Verdú em 01/09/2019 às 21:00 h

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Matteo Salvini colocou bermuda em 5 de agosto e apareceu no Papeete Beach, um bar na beira da praia com dançarinas de maiô, house music e coquetéis na costa adriática. O ministro do Interior tirou a camiseta, pediu um mojito e se animou a botar o hino da Itália para tocar enquanto algumas garotas mexiam o corpo no palco. Seus spin doctors haviam lhe contado que ele tinha quase 38% de apoio nas pesquisas e uma influência descomunal nas redes sociais. Fez centenas de selfies, distribuiu abraços. Mas havia dias que um mau pressentimento o perseguia. ‘Estava atormentado. Il Capitano não falava com ninguém de seu círculo, nem com Lorenzo Fontana [ministro de Assuntos Europeus, também de bermuda], nem com Massimo Casanova [membro da Liga e dono do beach club]… Passou o dia olhando o celular.
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O ideário de Bela Gil para comer melhor: menos bife e mais melancia

Fonte: El Pais | Amelia Castilla em 01/09/2019 às 20:00 h

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Bela Gil (Salvador, 1988) se define como uma ativista da alimentação infantil. Cozinheira, escritora de sucesso e apresentadora de TV, a filha de Gilberto Gil se propôs a mudar os hábitos alimentares das crianças brasileiras. E para isso começou pelo mais difícil: reeducar os pais. ‘Além de música e matemática, os colégios deveriam implementar a disciplina Arte da Cozinha, entendida como uma das bases da vida’, afirma. Ela não quer agregar uma nova matéria teórica, e sim implantar um trabalho manual. Acha fundamental que os pequenos se acostumem a tocar a terra com as mãos, plantar hortaliças e manipular os alimentos para experimentar novas receitas. ‘As pessoas costumam ter medo de colocar os filhos na cozinha porque acham que está cheia de perigos, mas o mundo é arriscado e devemos ensiná-los a navegar por esses espaços’, diz a apresentadora, durante uma visita a San Sebastián a convite do Basque Culinary Center.

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Escuta: [Escuta Recomenda] Semana 14

Fonte: Escuta | Por Fernando Perlatto / Política

* Bolsonaro, Amazônia e queimadas: esta semana foi marcada pela continuidade das repercussões em torno das queimadas que atingem a Amazônia. Vários artigos foram publicados na imprensa analisando a postura desastrosa e irresponsável do governo Bolsonaro em relação ao tema. A Folha publicou neste domingo, no caderno ‘Ilustríssima’, uma lista de dez ações concretas do governo que apontam para o desmanche das políticas ambientais. Indico as leituras dos textos abaixo:

– Artigo Celso de Rocha Barros, na segunda, na Folha, ‘Rumo ao G7 a 1’: ‘A crise da Amazônia é o maior desastre da história diplomática brasileira das últimas décadas’;

– Artigo de Rogério Arantes para a revista Época, ‘Onde há fumaça, há fogo, e ele arde e queima’: ‘Desmatamento seguido de fogo, é isto que devem temer as instituições de fiscalização e controle no período atual’.

– Artigo de Ranier Bragon, na Folha, na terça, ‘Sobre a pequenez de Bolsonaro, Macron está coberto de razão’: ‘A lambança promovida na área ambiental, que só agora ganha o caráter de crise devido à reação internacional, é apenas mais um exemplo de que se alguma coisa o cargo fez a Bolsonaro foi explicitar a sua miudeza de espírito e de propósitos’

– Artigo de Maria Cristina Fernandes, na sexta, para o Valor, ‘A cruzada do papa pelos povos da floresta’: ‘A força do papa como liderança capaz de denunciar a avidez de grupos econômicos sobre a Amazônia, a histeria de entidades conservacionistas que querem fazer dos povos da floresta prisioneiros de seu próprio infortúnio e os interesses de governantes que fazem da pauta ambiental joguete de suas disputas de poder depende, em grande parte, deste sínodo. A ver como o clero católico será capaz de colocar tudo isso, junto e misturado, no púlpito de suas igrejas’

– Artigo de Bruno Boghossian, na Folha, na quarta, ‘Bolsonaro usa fogo como cavalo de troia para pauta antiambiental’: ‘Para quem buscava medidas concretas contra o desmatamento, Bolsonaro era um personagem inconveniente na sala’

– Artigo de Maria Hermínia Tavares de Almeida na quinta, na Folha, ‘Afronta’: ‘Bolsonaro afrontou a opinião pública do Primeiro Mundo com o discurso reminiscente da ditadura militar que opõe desenvolvimento à proteção ambiental e com a sequência de medidas de desmanche das instituições e organismos a ela dedicados. A reação veio rápida e forte nas ruas, na voz das celebridades e na dos líderes de países cujos mercados visamos, nas manchetes da mídia e nas redes sociais’;

– Artigo de Janio de Freitas, neste domingo, na Folha, ‘Grande queima’: ‘O governo, por meio do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, cortou 30% da verba orçamentária para prevenção e combate a queimadas em florestas. O resultado dessas políticas antiambientais, antiamazônicas e anti-indígenas está visível não só nas chamas e na fumaça’;

– Artigo de Ricardo Abramovay para o caderno ‘Ilustríssima’ da Folha, deste domingo: ‘Em suma, mais que apagar os incêndios que hoje a destroem, a Amazônia precisa de políticas que estimulem a emergência de uma economia do conhecimento (e não da destruição) da natureza, que represente aquilo que temos de melhor: a capacidade de fazer da ciência a base para produzir riqueza e bem-estar, valorizando os ensinamentos e a sabedoria dos povos da floresta;

– Artigo de Eduardo Mares Bisnetto ‘Um jogo absorvente: diplomacia e meio ambiente entre os cosmonautas do Atlântico Sul’: ‘Em país distante, de um planeta plano como os mares da Terra, a questão ambiental (conceito que será desenvolvido adiante) é tratada de forma bastante pitoresca’

* Governo Bolsonaro, os ataques à democracia e o rebaixamento civilizatório: como tem acontecido com cada vez mais frequência, diversos artigos têm sido publicados na imprensa apontando para os riscos que Bolsonaro e seu governo oferecem para a democracia e para o rebaixamento civilizatório. Recomendo a leitura dos textos e da entrevista a seguir publicados nesta semana:

* Artigo de Conrado Hübner Mendes, na Época desta semana, ‘Casas de tolerância à delinquência política’: ‘Nos 30 anos de carreira parlamentar, Bolsonaro sapateou contra as instituições enquanto estas enxergavam apenas liberdade de expressão e imunidade parlamentar. Quando muito, enxergaram um estilo ‘polêmico’, ‘grosseiro’ e ‘vulgar’. Os óculos do Judiciário e do Congresso falharam por décadas a fio. E continuam falhando’

– Artigo de Fernanda Young para o jornal O Globo, ‘Bando de cafonas’: ‘Do que há de cafona na vulgaridade das palavras, na deselegância pública, na ignorância por opção, na mentira como tática, no atraso das ideias’.

– Artigo de Lilia Schwarcz para o Nexo, publicado na terça, ‘Fique de olho nos governos fantoches’: ‘É possível dizer, no entanto, que parte dos eleitores que colocaram Jair Bolsonaro no poder viram nele um fantoche manipulável’.

– Artigo de Eugenio Bucci, no Estadão, na sexta, ‘Taca fogo’: ‘De um jeito ou de outro, O Fascismo de Todos os Dias segue sendo uma reflexão arguta, tragicamente atual, que nos convida a pensar sobre o que a mera objetividade não nos permite enxergar. No velho documentário soviético vislumbramos o itinerário oculto pelo qual as tochas que glorificavam Hitler se arrastaram da Alemanha dos anos 1930 para os nossos dias e, agora, carregadas por anônimos que se sentem ‘heróis’ em guerra contra índios, ecologistas, artistas e intelectuais, tacam fogo na Floresta Amazônica’

– Artigo de Jorge Coli, na Folha, no domingo, ‘Submetidos à política dos EUA, repetimos o Rei da Vela’: ‘A fúria do governo em defender o desmatamento e a invasão de reservas indígenas sugere uma aliança forte com o agronegócio. Mas com um agronegócio primitivo, predatório, nostálgico do fazendão, do trabalho escravo e das queimadas, ávido de agrotóxicos, sem pensar na configuração do mundo de hoje’

– Entrevista de Sergio Abranches neste domingo para o Estadão, ‘Bolsonaro nasceu no extremo, sempre foi o que é hoje’

* ‘Vaza Jato’ e a democracia brasileira: na semana em que foram divulgados novos diálogos da chamada ‘Vaza Jato’, inclusive com conversas deploráveis de procuradores sobre a morte de Maria Letícia, alguns artigos foram publicados na imprensa buscando analisar os impactos do vazamento para a conjuntura atual. Indico a leitura dos textos abaixo:

– Artigo de Oscar Vilhena Vieira, no sábado, na Folha, ‘Custos do Estado de Direito’: ‘O desafio cirúrgico, neste momento, é condicionar o efetivo combate à corrupção, ao integral respeito ao direito. A tarefa não é simples, mas é essencial àqueles que querem viver sob o governo das leis’

– Artigo de Reinaldo Azevedo, na sexta, na Folha: ‘A prioridade dos que se alinham com a defesa da ordem democrática é recuperar os fundamentos do Estado de Direito, que os ‘filhos de Januário e pais de Bolsonaro’ mergulharam na lama’

– Artigo de Bernardo Mello Franco, na sexta, no jornal O Globo: ‘Os diálogos foram revelados na terça-feira pelo UOL e pelo Intercept Brasil. Horas depois, Jerusa se manifestou no Twitter: ‘Errei. E minha consciência me leva a fazer o correto: pedir desculpas à pessoa diretamente afetada, o ex-presidente Lula’. Os outros procuradores nada disseram. Deltan, que raramente passa um dia sem tuitar, está em abstinência desde domingo’

* Outras sugestões de artigos interessantes publicados na semana:

– Artigo de Marta Arretche para o Nexo publicado na sexta, ‘Três projetos para o Brasil: você já escolheu o seu?’

– Artigo de Maraliz Pereira Jorge, na quinta, na Folha, ‘Dona Conje e as feministas’: ‘Mas não, resolve fazer uma provocação descabida e infantil a um movimento importante, que luta tão somente por igualdade. Ou seja, não entende nada de feminismo. Nem de decoração. A mesa posta, retratada na foto, era de uma cafonice sem fim’;

– Artigo de Vinicius Torres Freire, na Folha, deste domingo, ‘Salário é um zero à esquerda no país da extrema-direita’: ‘A conversa sobre os problemas materiais limita-se a um debate sobre reformas, em geral de elite. Os salários, o trabalho que vira bico em 80% dos casos ou a ruína dos estados, nada disso motiva política organizada do povo miúdo e de seus ausentes representantes’

– Editorial do Estadão sobre a pesquisa ‘A distribuição e a parcela da renda global do trabalho’, publicada pela Organização Internacional do Trabalho: ‘Em resumo: i) no Ocidente a renda do trabalho diminuiu em relação à do capital; ii) a desigualdade da renda do trabalho diminuiu, mas ainda é imensa – a metade mais rica recebe 93,6% do total e os 10% mais ricos, que de resto têm muito mais capital, recebem quase metade de tudo; iii) quanto mais pobre um país, maior é a desigualdade; iv) as classes médias foram as que mais perderam renda nos últimos anos; e, finalmente, v) quanto mais os mais ricos ganham, menos ganha o resto, e quanto mais a classe média ganha, mais ganha a maioria, em especial os mais pobres’;

– Artigo de Breiller Pires, no El Pais, de segunda, ‘Com homofobia não tem jogo’: ‘A mudança para uma postura menos condescendente das entidades esportivas reflete não só a criminalização da homofobia, equiparada ao crime de racismo pelo STF em junho, mas também a adequação ao protocolo da Fifa repassado em junho às confederações, que determina rigor diante de manifestações homofóbicas’

– Artigo publicado no Financial Times e traduzido pela Folha na quinta, ‘Suspensão do Parlamento por Boris Johnson afronta a democracia’: ‘Johnson está enquadrando a atual batalha como uma entre o Parlamento e o povo. Se ele está confiante no apoio da população, deveria se dispor a testar isso com os eleitores em uma votação —em vez de fazer uma tentativa arrogante de frustrar a democracia parlamentar que tem sido a base da prosperidade e da estabilidade na Grã-Bretanha’

Cultura

– Esta semana estreou em várias salas de cinema o filme Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Publiquei na segunda aqui, na Revista Escuta, uma resenha do filme, intitulada ‘Bacurau e a distopia brutal de um país que se desfaz’;

– O Estadão publicou uma reportagem sobre a escolha pela Academia Brasileira de Cinema de A vida invisível, de Karim Aïnouz para concorrer ao Oscar;

– Recomendo a leitura do belo perfil publicado na revista Piauí da edição de agosto, escrito por Rafael Cariello, ‘Betossauro’, sobre Bete Coelho, atriz da peça Mãe Coragem;

– O El Pais publicou uma reportagem sobre o relançamento do álbum Clandestino, de Manu Chao, que vale a leitura;

Indicações culturais da semana:

– Livro: Máquinas como eu (Ian McEwan, Companhia das Letras 2019)

* Bolsonaro, Amazônia e queimadas: esta semana foi marcada pela continuidade das repercussões em torno das queimadas que atingem a Amazônia. Vários artigos foram publicados na imprensa analisando a postura desastrosa e irresponsável do governo Bolsonaro em relação ao tema. A Folha publicou neste domingo, no caderno ‘Ilustríssima’, uma lista de dez ações concretas do governo que apontam para o desmanche das políticas ambientais. Indico as leituras dos textos abaixo:

– Artigo Celso de Rocha Barros, na segunda, na Folha, ‘Rumo ao G7 a 1’: ‘A crise da Amazônia é o maior desastre da história diplomática brasileira das últimas décadas’;

– Artigo de Rogério Arantes para a revista Época, ‘Onde há fumaça, há fogo, e ele arde e queima’: ‘Desmatamento seguido de fogo, é isto que devem temer as instituições de fiscalização e controle no período atual’.

– Artigo de Ranier Bragon, na Folha, na terça, ‘Sobre a pequenez de Bolsonaro, Macron está coberto de razão’: ‘A lambança promovida na área ambiental, que só agora ganha o caráter de crise devido à reação internacional, é apenas mais um exemplo de que se alguma coisa o cargo fez a Bolsonaro foi explicitar a sua miudeza de espírito e de propósitos’

– Artigo de Maria Cristina Fernandes, na sexta, para o Valor, ‘A cruzada do papa pelos povos da floresta’: ‘A força do papa como liderança capaz de denunciar a avidez de grupos econômicos sobre a Amazônia, a histeria de entidades conservacionistas que querem fazer dos povos da floresta prisioneiros de seu próprio infortúnio e os interesses de governantes que fazem da pauta ambiental joguete de suas disputas de poder depende, em grande parte, deste sínodo. A ver como o clero católico será capaz de colocar tudo isso, junto e misturado, no púlpito de suas igrejas’

– Artigo de Bruno Boghossian, na Folha, na quarta, ‘Bolsonaro usa fogo como cavalo de troia para pauta antiambiental’: ‘Para quem buscava medidas concretas contra o desmatamento, Bolsonaro era um personagem inconveniente na sala’

– Artigo de Maria Hermínia Tavares de Almeida na quinta, na Folha, ‘Afronta’: ‘Bolsonaro afrontou a opinião pública do Primeiro Mundo com o discurso reminiscente da ditadura militar que opõe desenvolvimento à proteção ambiental e com a sequência de medidas de desmanche das instituições e organismos a ela dedicados. A reação veio rápida e forte nas ruas, na voz das celebridades e na dos líderes de países cujos mercados visamos, nas manchetes da mídia e nas redes sociais’;

– Artigo de Janio de Freitas, neste domingo, na Folha, ‘Grande queima’: ‘O governo, por meio do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, cortou 30% da verba orçamentária para prevenção e combate a queimadas em florestas. O resultado dessas políticas antiambientais, antiamazônicas e anti-indígenas está visível não só nas chamas e na fumaça’;

– Artigo de Ricardo Abramovay para o caderno ‘Ilustríssima’ da Folha, deste domingo: ‘Em suma, mais que apagar os incêndios que hoje a destroem, a Amazônia precisa de políticas que estimulem a emergência de uma economia do conhecimento (e não da destruição) da natureza, que represente aquilo que temos de melhor: a capacidade de fazer da ciência a base para produzir riqueza e bem-estar, valorizando os ensinamentos e a sabedoria dos povos da floresta;

– Artigo de Eduardo Mares Bisnetto ‘Um jogo absorvente: diplomacia e meio ambiente entre os cosmonautas do Atlântico Sul’: ‘Em país distante, de um planeta plano como os mares da Terra, a questão ambiental (conceito que será desenvolvido adiante) é tratada de forma bastante pitoresca’

* Governo Bolsonaro, os ataques à democracia e o rebaixamento civilizatório: como tem acontecido com cada vez mais frequência, diversos artigos têm sido publicados na imprensa apontando para os riscos que Bolsonaro e seu governo oferecem para a democracia e para o rebaixamento civilizatório. Recomendo a leitura dos textos e da entrevista a seguir publicados nesta semana:

* Artigo de Conrado Hübner Mendes, na Época desta semana, ‘Casas de tolerância à delinquência política’: ‘Nos 30 anos de carreira parlamentar, Bolsonaro sapateou contra as instituições enquanto estas enxergavam apenas liberdade de expressão e imunidade parlamentar. Quando muito, enxergaram um estilo ‘polêmico’, ‘grosseiro’ e ‘vulgar’. Os óculos do Judiciário e do Congresso falharam por décadas a fio. E continuam falhando’

– Artigo de Fernanda Young para o jornal O Globo, ‘Bando de cafonas’: ‘Do que há de cafona na vulgaridade das palavras, na deselegância pública, na ignorância por opção, na mentira como tática, no atraso das ideias’.

– Artigo de Lilia Schwarcz para o Nexo, publicado na terça, ‘Fique de olho nos governos fantoches’: ‘É possível dizer, no entanto, que parte dos eleitores que colocaram Jair Bolsonaro no poder viram nele um fantoche manipulável’.

– Artigo de Eugenio Bucci, no Estadão, na sexta, ‘Taca fogo’: ‘De um jeito ou de outro, O Fascismo de Todos os Dias segue sendo uma reflexão arguta, tragicamente atual, que nos convida a pensar sobre o que a mera objetividade não nos permite enxergar. No velho documentário soviético vislumbramos o itinerário oculto pelo qual as tochas que glorificavam Hitler se arrastaram da Alemanha dos anos 1930 para os nossos dias e, agora, carregadas por anônimos que se sentem ‘heróis’ em guerra contra índios, ecologistas, artistas e intelectuais, tacam fogo na Floresta Amazônica’

– Artigo de Jorge Coli, na Folha, no domingo, ‘Submetidos à política dos EUA, repetimos o Rei da Vela’: ‘A fúria do governo em defender o desmatamento e a invasão de reservas indígenas sugere uma aliança forte com o agronegócio. Mas com um agronegócio primitivo, predatório, nostálgico do fazendão, do trabalho escravo e das queimadas, ávido de agrotóxicos, sem pensar na configuração do mundo de hoje’

– Entrevista de Sergio Abranches neste domingo para o Estadão, ‘Bolsonaro nasceu no extremo, sempre foi o que é hoje’

* ‘Vaza Jato’ e a democracia brasileira: na semana em que foram divulgados novos diálogos da chamada ‘Vaza Jato’, inclusive com conversas deploráveis de procuradores sobre a morte de Maria Letícia, alguns artigos foram publicados na imprensa buscando analisar os impactos do vazamento para a conjuntura atual. Indico a leitura dos textos abaixo:

– Artigo de Oscar Vilhena Vieira, no sábado, na Folha, ‘Custos do Estado de Direito’: ‘O desafio cirúrgico, neste momento, é condicionar o efetivo combate à corrupção, ao integral respeito ao direito. A tarefa não é simples, mas é essencial àqueles que querem viver sob o governo das leis’

– Artigo de Reinaldo Azevedo, na sexta, na Folha: ‘A prioridade dos que se alinham com a defesa da ordem democrática é recuperar os fundamentos do Estado de Direito, que os ‘filhos de Januário e pais de Bolsonaro’ mergulharam na lama’

– Artigo de Bernardo Mello Franco, na sexta, no jornal O Globo: ‘Os diálogos foram revelados na terça-feira pelo UOL e pelo Intercept Brasil. Horas depois, Jerusa se manifestou no Twitter: ‘Errei. E minha consciência me leva a fazer o correto: pedir desculpas à pessoa diretamente afetada, o ex-presidente Lula’. Os outros procuradores nada disseram. Deltan, que raramente passa um dia sem tuitar, está em abstinência desde domingo’

* Outras sugestões de artigos interessantes publicados na semana:

– Artigo de Marta Arretche para o Nexo publicado na sexta, ‘Três projetos para o Brasil: você já escolheu o seu?’

– Artigo de Maraliz Pereira Jorge, na quinta, na Folha, ‘Dona Conje e as feministas’: ‘Mas não, resolve fazer uma provocação descabida e infantil a um movimento importante, que luta tão somente por igualdade. Ou seja, não entende nada de feminismo. Nem de decoração. A mesa posta, retratada na foto, era de uma cafonice sem fim’;

– Artigo de Vinicius Torres Freire, na Folha, deste domingo, ‘Salário é um zero à esquerda no país da extrema-direita’: ‘A conversa sobre os problemas materiais limita-se a um debate sobre reformas, em geral de elite. Os salários, o trabalho que vira bico em 80% dos casos ou a ruína dos estados, nada disso motiva política organizada do povo miúdo e de seus ausentes representantes’

– Editorial do Estadão sobre a pesquisa ‘A distribuição e a parcela da renda global do trabalho’, publicada pela Organização Internacional do Trabalho: ‘Em resumo: i) no Ocidente a renda do trabalho diminuiu em relação à do capital; ii) a desigualdade da renda do trabalho diminuiu, mas ainda é imensa – a metade mais rica recebe 93,6% do total e os 10% mais ricos, que de resto têm muito mais capital, recebem quase metade de tudo; iii) quanto mais pobre um país, maior é a desigualdade; iv) as classes médias foram as que mais perderam renda nos últimos anos; e, finalmente, v) quanto mais os mais ricos ganham, menos ganha o resto, e quanto mais a classe média ganha, mais ganha a maioria, em especial os mais pobres’;

– Artigo de Breiller Pires, no El Pais, de segunda, ‘Com homofobia não tem jogo’: ‘A mudança para uma postura menos condescendente das entidades esportivas reflete não só a criminalização da homofobia, equiparada ao crime de racismo pelo STF em junho, mas também a adequação ao protocolo da Fifa repassado em junho às confederações, que determina rigor diante de manifestações homofóbicas’

– Artigo publicado no Financial Times e traduzido pela Folha na quinta, ‘Suspensão do Parlamento por Boris Johnson afronta a democracia’: ‘Johnson está enquadrando a atual batalha como uma entre o Parlamento e o povo. Se ele está confiante no apoio da população, deveria se dispor a testar isso com os eleitores em uma votação —em vez de fazer uma tentativa arrogante de frustrar a democracia parlamentar que tem sido a base da prosperidade e da estabilidade na Grã-Bretanha’

Cultura

– Esta semana estreou em várias salas de cinema o filme Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Publiquei na segunda aqui, na Revista Escuta, uma resenha do filme, intitulada ‘Bacurau e a distopia brutal de um país que se desfaz’;

– O Estadão publicou uma reportagem sobre a escolha pela Academia Brasileira de Cinema de A vida invisível, de Karim Aïnouz para concorrer ao Oscar;

– Recomendo a leitura do belo perfil publicado na revista Piauí da edição de agosto, escrito por Rafael Cariello, ‘Betossauro’, sobre Bete Coelho, atriz da peça Mãe Coragem;

– O El Pais publicou uma reportagem sobre o relançamento do álbum Clandestino, de Manu Chao, que vale a leitura;

Indicações culturais da semana:

– Livro: Máquinas como eu (Ian McEwan, Companhia das Letras 2019)

* Bolsonaro, Amazônia e queimadas: esta semana foi marcada pela continuidade das repercussões em torno das queimadas que atingem a Amazônia. Vários artigos foram publicados na imprensa analisando a postura desastrosa e irresponsável do governo Bolsonaro em relação ao tema. A Folha publicou neste domingo, no caderno ‘Ilustríssima’, uma lista de dez ações concretas do governo que apontam para o desmanche das políticas ambientais. Indico as leituras dos textos abaixo:

– Artigo Celso de Rocha Barros, na segunda, na Folha, ‘Rumo ao G7 a 1’: ‘A crise da Amazônia é o maior desastre da história diplomática brasileira das últimas décadas’;

– Artigo de Rogério Arantes para a revista Época, ‘Onde há fumaça, há fogo, e ele arde e queima’: ‘Desmatamento seguido de fogo, é isto que devem temer as instituições de fiscalização e controle no período atual’.

– Artigo de Ranier Bragon, na Folha, na terça, ‘Sobre a pequenez de Bolsonaro, Macron está coberto de razão’: ‘A lambança promovida na área ambiental, que só agora ganha o caráter de crise devido à reação internacional, é apenas mais um exemplo de que se alguma coisa o cargo fez a Bolsonaro foi explicitar a sua miudeza de espírito e de propósitos’

– Artigo de Maria Cristina Fernandes, na sexta, para o Valor, ‘A cruzada do papa pelos povos da floresta’: ‘A força do papa como liderança capaz de denunciar a avidez de grupos econômicos sobre a Amazônia, a histeria de entidades conservacionistas que querem fazer dos povos da floresta prisioneiros de seu próprio infortúnio e os interesses de governantes que fazem da pauta ambiental joguete de suas disputas de poder depende, em grande parte, deste sínodo. A ver como o clero católico será capaz de colocar tudo isso, junto e misturado, no púlpito de suas igrejas’

– Artigo de Bruno Boghossian, na Folha, na quarta, ‘Bolsonaro usa fogo como cavalo de troia para pauta antiambiental’: ‘Para quem buscava medidas concretas contra o desmatamento, Bolsonaro era um personagem inconveniente na sala’

– Artigo de Maria Hermínia Tavares de Almeida na quinta, na Folha, ‘Afronta’: ‘Bolsonaro afrontou a opinião pública do Primeiro Mundo com o discurso reminiscente da ditadura militar que opõe desenvolvimento à proteção ambiental e com a sequência de medidas de desmanche das instituições e organismos a ela dedicados. A reação veio rápida e forte nas ruas, na voz das celebridades e na dos líderes de países cujos mercados visamos, nas manchetes da mídia e nas redes sociais’;

– Artigo de Janio de Freitas, neste domingo, na Folha, ‘Grande queima’: ‘O governo, por meio do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, cortou 30% da verba orçamentária para prevenção e combate a queimadas em florestas. O resultado dessas políticas antiambientais, antiamazônicas e anti-indígenas está visível não só nas chamas e na fumaça’;

– Artigo de Ricardo Abramovay para o caderno ‘Ilustríssima’ da Folha, deste domingo: ‘Em suma, mais que apagar os incêndios que hoje a destroem, a Amazônia precisa de políticas que estimulem a emergência de uma economia do conhecimento (e não da destruição) da natureza, que represente aquilo que temos de melhor: a capacidade de fazer da ciência a base para produzir riqueza e bem-estar, valorizando os ensinamentos e a sabedoria dos povos da floresta;

– Artigo de Eduardo Mares Bisnetto ‘Um jogo absorvente: diplomacia e meio ambiente entre os cosmonautas do Atlântico Sul’: ‘Em país distante, de um planeta plano como os mares da Terra, a questão ambiental (conceito que será desenvolvido adiante) é tratada de forma bastante pitoresca’

* Governo Bolsonaro, os ataques à democracia e o rebaixamento civilizatório: como tem acontecido com cada vez mais frequência, diversos artigos têm sido publicados na imprensa apontando para os riscos que Bolsonaro e seu governo oferecem para a democracia e para o rebaixamento civilizatório. Recomendo a leitura dos textos e da entrevista a seguir publicados nesta semana:

* Artigo de Conrado Hübner Mendes, na Época desta semana, ‘Casas de tolerância à delinquência política’: ‘Nos 30 anos de carreira parlamentar, Bolsonaro sapateou contra as instituições enquanto estas enxergavam apenas liberdade de expressão e imunidade parlamentar. Quando muito, enxergaram um estilo ‘polêmico’, ‘grosseiro’ e ‘vulgar’. Os óculos do Judiciário e do Congresso falharam por décadas a fio. E continuam falhando’

– Artigo de Fernanda Young para o jornal O Globo, ‘Bando de cafonas’: ‘Do que há de cafona na vulgaridade das palavras, na deselegância pública, na ignorância por opção, na mentira como tática, no atraso das ideias’.

– Artigo de Lilia Schwarcz para o Nexo, publicado na terça, ‘Fique de olho nos governos fantoches’: ‘É possível dizer, no entanto, que parte dos eleitores que colocaram Jair Bolsonaro no poder viram nele um fantoche manipulável’.

– Artigo de Eugenio Bucci, no Estadão, na sexta, ‘Taca fogo’: ‘De um jeito ou de outro, O Fascismo de Todos os Dias segue sendo uma reflexão arguta, tragicamente atual, que nos convida a pensar sobre o que a mera objetividade não nos permite enxergar. No velho documentário soviético vislumbramos o itinerário oculto pelo qual as tochas que glorificavam Hitler se arrastaram da Alemanha dos anos 1930 para os nossos dias e, agora, carregadas por anônimos que se sentem ‘heróis’ em guerra contra índios, ecologistas, artistas e intelectuais, tacam fogo na Floresta Amazônica’

– Artigo de Jorge Coli, na Folha, no domingo, ‘Submetidos à política dos EUA, repetimos o Rei da Vela’: ‘A fúria do governo em defender o desmatamento e a invasão de reservas indígenas sugere uma aliança forte com o agronegócio. Mas com um agronegócio primitivo, predatório, nostálgico do fazendão, do trabalho escravo e das queimadas, ávido de agrotóxicos, sem pensar na configuração do mundo de hoje’

– Entrevista de Sergio Abranches neste domingo para o Estadão, ‘Bolsonaro nasceu no extremo, sempre foi o que é hoje’

* ‘Vaza Jato’ e a democracia brasileira: na semana em que foram divulgados novos diálogos da chamada ‘Vaza Jato’, inclusive com conversas deploráveis de procuradores sobre a morte de Maria Letícia, alguns artigos foram publicados na imprensa buscando analisar os impactos do vazamento para a conjuntura atual. Indico a leitura dos textos abaixo:

– Artigo de Oscar Vilhena Vieira, no sábado, na Folha, ‘Custos do Estado de Direito’: ‘O desafio cirúrgico, neste momento, é condicionar o efetivo combate à corrupção, ao integral respeito ao direito. A tarefa não é simples, mas é essencial àqueles que querem viver sob o governo das leis’

– Artigo de Reinaldo Azevedo, na sexta, na Folha: ‘A prioridade dos que se alinham com a defesa da ordem democrática é recuperar os fundamentos do Estado de Direito, que os ‘filhos de Januário e pais de Bolsonaro’ mergulharam na lama’

– Artigo de Bernardo Mello Franco, na sexta, no jornal O Globo: ‘Os diálogos foram revelados na terça-feira pelo UOL e pelo Intercept Brasil. Horas depois, Jerusa se manifestou no Twitter: ‘Errei. E minha consciência me leva a fazer o correto: pedir desculpas à pessoa diretamente afetada, o ex-presidente Lula’. Os outros procuradores nada disseram. Deltan, que raramente passa um dia sem tuitar, está em abstinência desde domingo’

* Outras sugestões de artigos interessantes publicados na semana:

– Artigo de Marta Arretche para o Nexo publicado na sexta, ‘Três projetos para o Brasil: você já escolheu o seu?’

– Artigo de Maraliz Pereira Jorge, na quinta, na Folha, ‘Dona Conje e as feministas’: ‘Mas não, resolve fazer uma provocação descabida e infantil a um movimento importante, que luta tão somente por igualdade. Ou seja, não entende nada de feminismo. Nem de decoração. A mesa posta, retratada na foto, era de uma cafonice sem fim’;

– Artigo de Vinicius Torres Freire, na Folha, deste domingo, ‘Salário é um zero à esquerda no país da extrema-direita’: ‘A conversa sobre os problemas materiais limita-se a um debate sobre reformas, em geral de elite. Os salários, o trabalho que vira bico em 80% dos casos ou a ruína dos estados, nada disso motiva política organizada do povo miúdo e de seus ausentes representantes’

– Editorial do Estadão sobre a pesquisa ‘A distribuição e a parcela da renda global do trabalho’, publicada pela Organização Internacional do Trabalho: ‘Em resumo: i) no Ocidente a renda do trabalho diminuiu em relação à do capital; ii) a desigualdade da renda do trabalho diminuiu, mas ainda é imensa – a metade mais rica recebe 93,6% do total e os 10% mais ricos, que de resto têm muito mais capital, recebem quase metade de tudo; iii) quanto mais pobre um país, maior é a desigualdade; iv) as classes médias foram as que mais perderam renda nos últimos anos; e, finalmente, v) quanto mais os mais ricos ganham, menos ganha o resto, e quanto mais a classe média ganha, mais ganha a maioria, em especial os mais pobres’;

– Artigo de Breiller Pires, no El Pais, de segunda, ‘Com homofobia não tem jogo’: ‘A mudança para uma postura menos condescendente das entidades esportivas reflete não só a criminalização da homofobia, equiparada ao crime de racismo pelo STF em junho, mas também a adequação ao protocolo da Fifa repassado em junho às confederações, que determina rigor diante de manifestações homofóbicas’

– Artigo publicado no Financial Times e traduzido pela Folha na quinta, ‘Suspensão do Parlamento por Boris Johnson afronta a democracia’: ‘Johnson está enquadrando a atual batalha como uma entre o Parlamento e o povo. Se ele está confiante no apoio da população, deveria se dispor a testar isso com os eleitores em uma votação —em vez de fazer uma tentativa arrogante de frustrar a democracia parlamentar que tem sido a base da prosperidade e da estabilidade na Grã-Bretanha’

Cultura

– Esta semana estreou em várias salas de cinema o filme Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Publiquei na segunda aqui, na Revista Escuta, uma resenha do filme, intitulada ‘Bacurau e a distopia brutal de um país que se desfaz’;

– O Estadão publicou uma reportagem sobre a escolha pela Academia Brasileira de Cinema de A vida invisível, de Karim Aïnouz para concorrer ao Oscar;

– Recomendo a leitura do belo perfil publicado na revista Piauí da edição de agosto, escrito por Rafael Cariello, ‘Betossauro’, sobre Bete Coelho, atriz da peça Mãe Coragem;

– O El Pais publicou uma reportagem sobre o relançamento do álbum Clandestino, de Manu Chao, que vale a leitura;

Indicações culturais da semana:

– Livro: Máquinas como eu (Ian McEwan, Companhia das Letras 2019)

em 01/09/2019 às 19:00 h

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A coluna ‘Escuta Recomenda’ é publicada aos domingos, assinada por um dos editores da revista, Fernando Perlatto, com sugestões de leituras de textos de política e de cultura, publicados na imprensa ao longo da semana.

Política

* Bolsonaro, Amazônia e queimadas: esta semana foi marcada pela continuidade das repercussões em torno das queimadas que atingem a Amazônia. Vários artigos foram publicados na imprensa analisando a postura desastrosa e irresponsável do governo Bolsonaro em relação ao tema. A Folha publicou neste domingo, no caderno ‘Ilustríssima’, uma lista de dez ações concretas do governo que apontam para o desmanche das políticas ambientais. Indico as leituras dos textos abaixo:

– Artigo Celso de Rocha Barros, na segunda, na Folha, ‘Rumo ao G7 a 1’: ‘A crise da Amazônia é o maior desastre da história diplomática brasileira das últimas décadas’;

– Artigo de Rogério Arantes para a revista Época, ‘Onde há fumaça, há fogo, e ele arde e queima’: ‘Desmatamento seguido de fogo, é isto que devem temer as instituições de fiscalização e controle no período atual’.

– Artigo de Ranier Bragon, na Folha, na terça, ‘Sobre a pequenez de Bolsonaro, Macron está coberto de razão’: ‘A lambança promovida na área ambiental, que só agora ganha o caráter de crise devido à reação internacional, é apenas mais um exemplo de que se alguma coisa o cargo fez a Bolsonaro foi explicitar a sua miudeza de espírito e de propósitos’

– Artigo de Maria Cristina Fernandes, na sexta, para o Valor, ‘A cruzada do papa pelos povos da floresta’: ‘A força do papa como liderança capaz de denunciar a avidez de grupos econômicos sobre a Amazônia, a histeria de entidades conservacionistas que querem fazer dos povos da floresta prisioneiros de seu próprio infortúnio e os interesses de governantes que fazem da pauta ambiental joguete de suas disputas de poder depende, em grande parte, deste sínodo.

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Distopia em Downing Street

Fonte: El Pais | Ricardo de Querol em 01/09/2019 às 18:00 h

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Desde Huxley e Orwell, os britânicos se destacam pela distopia, essa coisa de nos assustarmos com um futuro já anunciado pelo presente. Claro que em 1984 e Admirável Mundo Novo vislumbrava-se o fantasma do totalitarismo, crescente na época. O que hoje ameaça a democracia é a chegada ao poder, pelas vias legítimas, de sujeitos que desprezam seus valores — um fenômeno muito contagioso. ‘O inimigo da democracia está dentro dela’, diz a manchete da The Economist desta semana.

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