Maracanã quebra recorde de renda na final da Copa América e vaia Bolsonaro

Fonte: El Pais | Breiller Pires em 07/07/2019 às 23:30 h

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Porém, o teste de popularidade aventado pelo presidente, que chegou a dizer que o ‘povo’ iria dizer se eles estavam certos ou não, revelou um ambiente hostil à figura de Bolsonaro no estádio. Quando o chefe de Estado brasileiro pisou no gramado para participar da cerimônia de premiação, as vaias logo abafaram os aplausos na arquibancada. Em dos setores mais nobres do Maracanã, ao lado das cabines de imprensa, um grupo de torcedores chegou a puxar gritos com xingamentos ao presidente enquanto outros tentavam responder ensaiando um coro de ‘mito’, sem sucesso.

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Richarlison, do isolamento por caxumba ao gol do título

Fonte: El Pais | Diogo Magri em 07/07/2019 às 21:30 h

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Em dez dias, ele foi de isolado da delegação brasileira por conta de uma caxumba a autor do gol do título do Brasil contra o Peru na final da Copa América. Richarlison, 22 anos e natural de Nova Venécia, no Espírito Santo, perdeu a titularidade da seleção para Gabriel Jesus e foi diagnosticado com a doença na semana antes da partida contra o Paraguai, nas quartas, mas se recuperou a tempo de entrar na final e bater o pênalti que definiu o 3 a 1. Uma reviravolta comum para quem conquistou uma vaga no elenco de Tite em apenas seis meses e que, em quatro anos de carreira, foi de promessa do América Mineiro a artilheiro do Everton FC no campeonato inglês. Mesmo brilhando na Europa e na Copa América, ele não se esquece das origens capixabas. É pensando no desenvolvimento da terra natal, onde ele viralizou ao comemorar a convocação para o torneio com a família, que o jogador vai financiar a excursão de alunos de um Instituto Federal da sua cidade para a Ásia, onde disputarão a Olimpíada Global de Matemática.

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Ah, insensatez, coração mais sem cuidado

Fonte: El Pais | Xico Sá em 07/07/2019 às 21:00 h

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Só entendi o que era ser um macho egoísta, grosseiro, que não presta atenção no que pode magoar uma pessoa, quando Beth, uma ex-namorada, me fez derreter a cera da canalhice juvenil dos ouvidos com uma belíssima indireta. O fusca atravessava a ponte da Capunga, no Recife, sentido centro-subúrbio, primeira metade dos anos 1980, quando ela colocou o cassete no toca-fita do carro e uma canção me fez entender que estava desperdiçando aquele momento de delicadeza.

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‘A ponte do amor’: por que nosso cérebro confunde medo, atração e paixão?

Fonte: Ciência :: Folha de São Paulo em 07/07/2019 às 20:30 h

Se a presença de alguém lhe provoca tudo isso, pode ser que sinta uma enorme atração por essa pessoa. Pode também ser mais que atração. Pode ser amor. Ou até medo, ansiedade ou estresse.
… (07/07/2019 – 19h02)

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Vitória contundente do conservador Mitsotakis nas eleições gregas

Fonte: El Pais | María Antonia Sánchez-Vallejo em 07/07/2019 às 20:30 h

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Fim de ciclo na Grécia. Como se o parêntese de quatro anos do Syriza não tivesse existido, ou já fosse um sonho distante, a política tradicional volta a se impor em Atenas, com maiorias dignas de outras épocas, com Kyriakos Mitsotakis, continuador de uma importante dinastia conservadora. O Nova Democracia (ND), o mesmo partido que os eleitores puniram em 2015 por ter implementado o resgate, volta pela porta principal em eleições convocadas em maio por Alexis Tsipras, mesmo sabendo que iria perdê-las. A intenção da maioria dos gregos ao depositar seu voto neste domingo, é virar a página o mais rápido possível da dura fase dos resgates. O liberal Mitsotakis será o encarregado de tentar fazer isso, com um programa de reformas e liberalização econômica.

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Brasil vence o Peru e é campeão da Copa América

Fonte: El Pais | Diogo Magri em 07/07/2019 às 19:30 h

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O Brasil venceu o Peru neste domingo por 3 a 1, no Maracanã, e se tornou o campeão da Copa América 2019. Everton Cebolinha abriu o placar, que foi empatado com um gol de Guerrero. Gabriel Jesus, que foi expulso no segundo tempo, fez 2 a 1 ainda antes do intervalo e, no segundo tempo, Richarlison definiu a vitória batendo um pênalti sofrido por Everton. A seleção brasileira, que mantém a invencibilidade de nunca ter perdido uma Copa América em que foi o país sede, chegou ao seu nono título sul-americano.

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Especialistas apontam desafios para realização do Enem digital

Fonte: Educação :: AgBrasil | Mariana Tokarnia em 07/07/2019 às 19:00 h

Vinte computadores defasados e com pouco acesso à internet. É assim que o diretor do Centro de Ensino Médio 404, Felipe de Lemos Cabral, descreve a estrutura de informática à disposião dos alunos da escola, localizada em Santa Maria, no Distrito Federal (DF). Situada a cerca de 30 quilômetros do centro de Brasília, Santa Maria é uma das regiões administrativas do DF. 

Quando perguntado se os estudantes estariam preparados para fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) digital, Cabral diz que nem todos têm sequer familiaridade com os computadores. “Hoje o aluno está muito mais inserido via celular. Usam muito a rede social e sabem pouco lidar com o resto da informação que a internet disponibiliza. Têm pouco acesso técnico, têm pouca formação do trato com o computador, com coisas simples como formatar um texto, por exemplo.”

De acordo com o Censo Escolar 2018, 82% das escolas públicas de ensino médio regular têm laboratório de informática e 94%, acesso à internet.
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A fábrica brasileira de novos políticos

Fonte: El Pais | Naiara Galarraga Gortázar em 07/07/2019 às 19:00 h

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O Brasil a descobriu em março. Com 25 anos, rosto de boa moça e sem levantar a voz, Tabata Amaral protagonizou um memorável duelo em uma comissão parlamentar com o então ministro da Educação, Ricardo Vélez. Um filósofo e ensaísta de 75 anos escolhido para o cargo por recomendação do guru ideológico do presidente Bolsonaro, que ensina filosofia pela Internet nos EUA. ‘Já passaram três meses, senhor ministro… não é possível que, depois de um trimestre [no cargo], o senhor apresente um PowerPoint com 2 ou 3 pontos para cada área de educação. Isso não é planejamento estratégico. Isso é uma lista de desejos!’ espetou-lhe a deputada. Como se fosse a mais adulta da sala, acrescentou: ‘Eu me pergunto se o senhor estudou para esta reunião’. Ela, que sempre foi aluna aplicada, evidentemente sim.
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Escuta: [Escuta Recomenda] Semana 10

Fonte: Escuta | Por Fernando Perlatto / Política

* Vazamentos, Lava-Jato, The Intercept: mais uma vez, esta foi uma semana marcada por novos vazamentos do Intercept de conversas do então juiz Sergio Moro com procuradores que conduziram as ações da Lava-Jato. Se a semana se iniciou no domingo passado com manifestações de rua a favor do atual Ministro da Justiça e da Segurança Pública, no decorrer dos dias, a divulgação de novos diálogos comprometedores, o desempenho do ministro em seu depoimento na Câmara dos Deputados, bem como as notícias de que a Polícia Federal está investigando o jornalista Glenn Greenwald e que o ministro forneceu ao governo informações sigilosas sobre o inquérito que investiga os ‘laranjas’ do PSL, fizeram com que Moro saísse da semana com muito menos prestígio do que nela entrou. A pesquisa divulgada hoje pela Folha de São Paulo que atesta que a maioria dos entrevistados consideram inadequadas as conversas de Moro com os procuradores corrobora este desgaste do atual ministro do governo Bolsonaro.

Ao longo da semana foram publicados na imprensa diversos artigos sobre o tema. Além de textos que buscaram destacar o quanto as ações do então juiz e dos procuradores minam valores básicos da democracia – a exemplo dos artigos na Folha de Ruy Fausto, de  Janio de Freitas, ‘Provas reais’, Demétrio Magnoli, ‘A lei, o povo e o inimigo do povo’ e Reinaldo Azevedo, ‘Greenwald é ou não um investigado?’ -, sugiro a leitura de textos que analisam as consequências políticas das conversas reveladas e os desdobramentos do enfraquecimento de Moro como ‘Super ministro’.

Em artigo publicado na segunda, na Folha, Celso Rocha de Barros, destaca de que maneira Moro se vê cada vez mais frente à necessidade de se ancorar no bolsonarismo para sobreviver politicamente: ‘Moro e Deltan foram nadar em águas políticas muito mais profundas e agitadas do que lhes seria seguro. Nenhum dos dois seria nada sem a democracia, sem a liberdade de imprensa, sem a alternância partidária que quebrou a dependência do Judiciário e da polícia diante dos mesmos chefes de sempre. Gente assim não deveria brincar de bolsonarismo’. Ranier Bragon, na terça, na Folha, ao analisar o depoimento de Moro, na Câmara dos Deputados, chamou a atenção para o amesquinhamento político do atual ministro: ‘Após o constante processo de amesquinhamento pelo qual passa desde que abandonou a toga, Moro vê, ouve e, agora, dá de vez as mãos ao que há de pior no bolsonarismo’.

Em artigo publicado no sábado no blog da Revista Piauí, José Roberto Toledo discute o enfraquecimento de Moro, de Guedes e dos ministros militares, e o processo de deslocamento e autonomização que Bolsonaro vem construindo ao longo das últimas semanas: ‘Bolsonaro cresceu enquanto seus pretensos tutores encolheram’. Sugiro, por fim, a leitura do artigo de Igor Suzano Machado ‘Quem foi, quem é e quem será Sergio Moro’, publicado na quinta nesta Revista Escuta.

* Embates dentro da direita brasileira: as manifestações a favor de Sergio Moro no domingo evidenciaram as tensões cada vez mais fortes na direita brasileira entre o Movimento Brasil Livre (MBL) e grupos mais radicais. Sobre o tema, indico a leitura do texto de Eliane Brum, publicado na quinta, no El Pais, que analisa de que maneira o MBL vem buscando se readequar politicamente à nova conjuntura: ‘Em 2019, o MBL dá sinais de buscar o reposicionamento da marca’. Vale também a leitura do artigo de Angela Alonso, publicado no caderno ‘Ilustríssima’, da Folha, deste domingo: ‘Foram os movimentos liberais, como o MBL, que trouxeram os autoritários para passear na avenida Paulista. Não temeram seus rosnados quando estavam todos atados no antipetismo. O medo emergiu com a mordida na mão que os alimentou. São bem-vindos ao terreno dos amedrontados com a violência política, mas cabe a quem soltou antes os pitbulls pôr-lhes agora a focinheira*

* Indicação de leitura política da semana:  indico nesta semana a leitura do livro Sobre lutas e lágrimas: uma biografia de 2018, de Mário Magalhães, lançado este ano pela Editora Record. Ainda que não se tenha a pretensão de se construir uma análise mais profunda sobre a conjuntura política, a obra de Magalhães tem o mérito de realizar um mapeamento interessante e bem feito dos diversos acontecimentos que tiveram curso no tumultuado ano de 2018.

Cultura

* Nesta semana, terá início a 17ª Edição da Feira Literária Internacional de Paraty, que neste ano presta uma homenagem a Euclides da Cunha. Sobre o tema, indico a leitura do artigo de Lilia Schwarcz para o Nexo Jornal publicado na segunda, intitulado ‘Os Sertões de Euclides da Cunha; um livro vingador’. Sugiro também a leitura da reportagem do caderno ‘Ilustríssima’, da Folha, publicada neste domingo com Ismail Xavier, na qual o crítico literário analisa Os Sertões e Deus e Diabo na Terra do Sol para refletir sobre Euclides, Glauber e o tema do sertão. Por fim, fica a sugestão do podcast Sertões: História de Canudos, da Radio Batuta, do Instituto Moreira Salles, com especialistas diversos abordando a obra e o autor, com destaque para Walnice Nogueira Galvão, que fará a conferência de abertura da FLIP.

* Nesta semana, a Folha de São Paulo publicou uma reportagem sobre a disseminação e a força que os slams – competições de poesias faladas – têm ganhado ao longo dos últimos anos, atraindo a atenção de editoras e feiras literárias, como a FLIP. Vale a leitura.

* Indicação de leitura política da semana: em homenagem a João Gilberto, falecido neste sábado, indico a leitura do artigo seminal de Lorenzo M / Política

* Vazamentos, Lava-Jato, The Intercept: mais uma vez, esta foi uma semana marcada por novos vazamentos do Intercept de conversas do então juiz Sergio Moro com procuradores que conduziram as ações da Lava-Jato. Se a semana se iniciou no domingo passado com manifestações de rua a favor do atual Ministro da Justiça e da Segurança Pública, no decorrer dos dias, a divulgação de novos diálogos comprometedores, o desempenho do ministro em seu depoimento na Câmara dos Deputados, bem como as notícias de que a Polícia Federal está investigando o jornalista Glenn Greenwald e que o ministro forneceu ao governo informações sigilosas sobre o inquérito que investiga os ‘laranjas’ do PSL, fizeram com que Moro saísse da semana com muito menos prestígio do que nela entrou. A pesquisa divulgada hoje pela Folha de São Paulo que atesta que a maioria dos entrevistados consideram inadequadas as conversas de Moro com os procuradores corrobora este desgaste do atual ministro do governo Bolsonaro.

Ao longo da semana foram publicados na imprensa diversos artigos sobre o tema. Além de textos que buscaram destacar o quanto as ações do então juiz e dos procuradores minam valores básicos da democracia – a exemplo dos artigos na Folha de Ruy Fausto, de  Janio de Freitas, ‘Provas reais’, Demétrio Magnoli, ‘A lei, o povo e o inimigo do povo’ e Reinaldo Azevedo, ‘Greenwald é ou não um investigado?’ -, sugiro a leitura de textos que analisam as consequências políticas das conversas reveladas e os desdobramentos do enfraquecimento de Moro como ‘Super ministro’.

Em artigo publicado na segunda, na Folha, Celso Rocha de Barros, destaca de que maneira Moro se vê cada vez mais frente à necessidade de se ancorar no bolsonarismo para sobreviver politicamente: ‘Moro e Deltan foram nadar em águas políticas muito mais profundas e agitadas do que lhes seria seguro. Nenhum dos dois seria nada sem a democracia, sem a liberdade de imprensa, sem a alternância partidária que quebrou a dependência do Judiciário e da polícia diante dos mesmos chefes de sempre. Gente assim não deveria brincar de bolsonarismo’. Ranier Bragon, na terça, na Folha, ao analisar o depoimento de Moro, na Câmara dos Deputados, chamou a atenção para o amesquinhamento político do atual ministro: ‘Após o constante processo de amesquinhamento pelo qual passa desde que abandonou a toga, Moro vê, ouve e, agora, dá de vez as mãos ao que há de pior no bolsonarismo’.

Em artigo publicado no sábado no blog da Revista Piauí, José Roberto Toledo discute o enfraquecimento de Moro, de Guedes e dos ministros militares, e o processo de deslocamento e autonomização que Bolsonaro vem construindo ao longo das últimas semanas: ‘Bolsonaro cresceu enquanto seus pretensos tutores encolheram’. Sugiro, por fim, a leitura do artigo de Igor Suzano Machado ‘Quem foi, quem é e quem será Sergio Moro’, publicado na quinta nesta Revista Escuta.

* Embates dentro da direita brasileira: as manifestações a favor de Sergio Moro no domingo evidenciaram as tensões cada vez mais fortes na direita brasileira entre o Movimento Brasil Livre (MBL) e grupos mais radicais. Sobre o tema, indico a leitura do texto de Eliane Brum, publicado na quinta, no El Pais, que analisa de que maneira o MBL vem buscando se readequar politicamente à nova conjuntura: ‘Em 2019, o MBL dá sinais de buscar o reposicionamento da marca’. Vale também a leitura do artigo de Angela Alonso, publicado no caderno ‘Ilustríssima’, da Folha, deste domingo: ‘Foram os movimentos liberais, como o MBL, que trouxeram os autoritários para passear na avenida Paulista. Não temeram seus rosnados quando estavam todos atados no antipetismo. O medo emergiu com a mordida na mão que os alimentou. São bem-vindos ao terreno dos amedrontados com a violência política, mas cabe a quem soltou antes os pitbulls pôr-lhes agora a focinheira*

* Indicação de leitura política da semana:  indico nesta semana a leitura do livro Sobre lutas e lágrimas: uma biografia de 2018, de Mário Magalhães, lançado este ano pela Editora Record. Ainda que não se tenha a pretensão de se construir uma análise mais profunda sobre a conjuntura política, a obra de Magalhães tem o mérito de realizar um mapeamento interessante e bem feito dos diversos acontecimentos que tiveram curso no tumultuado ano de 2018.

Cultura

* Nesta semana, terá início a 17ª Edição da Feira Literária Internacional de Paraty, que neste ano presta uma homenagem a Euclides da Cunha. Sobre o tema, indico a leitura do artigo de Lilia Schwarcz para o Nexo Jornal publicado na segunda, intitulado ‘Os Sertões de Euclides da Cunha; um livro vingador’. Sugiro também a leitura da reportagem do caderno ‘Ilustríssima’, da Folha, publicada neste domingo com Ismail Xavier, na qual o crítico literário analisa Os Sertões e Deus e Diabo na Terra do Sol para refletir sobre Euclides, Glauber e o tema do sertão. Por fim, fica a sugestão do podcast Sertões: História de Canudos, da Radio Batuta, do Instituto Moreira Salles, com especialistas diversos abordando a obra e o autor, com destaque para Walnice Nogueira Galvão, que fará a conferência de abertura da FLIP.

* Nesta semana, a Folha de São Paulo publicou uma reportagem sobre a disseminação e a força que os slams – competições de poesias faladas – têm ganhado ao longo dos últimos anos, atraindo a atenção de editoras e feiras literárias, como a FLIP. Vale a leitura.

* Indicação de leitura política da semana: em homenagem a João Gilberto, falecido neste sábado, indico a leitura do artigo seminal de Lorenzo M / Política

* Vazamentos, Lava-Jato, The Intercept: mais uma vez, esta foi uma semana marcada por novos vazamentos do Intercept de conversas do então juiz Sergio Moro com procuradores que conduziram as ações da Lava-Jato. Se a semana se iniciou no domingo passado com manifestações de rua a favor do atual Ministro da Justiça e da Segurança Pública, no decorrer dos dias, a divulgação de novos diálogos comprometedores, o desempenho do ministro em seu depoimento na Câmara dos Deputados, bem como as notícias de que a Polícia Federal está investigando o jornalista Glenn Greenwald e que o ministro forneceu ao governo informações sigilosas sobre o inquérito que investiga os ‘laranjas’ do PSL, fizeram com que Moro saísse da semana com muito menos prestígio do que nela entrou. A pesquisa divulgada hoje pela Folha de São Paulo que atesta que a maioria dos entrevistados consideram inadequadas as conversas de Moro com os procuradores corrobora este desgaste do atual ministro do governo Bolsonaro.

Ao longo da semana foram publicados na imprensa diversos artigos sobre o tema. Além de textos que buscaram destacar o quanto as ações do então juiz e dos procuradores minam valores básicos da democracia – a exemplo dos artigos na Folha de Ruy Fausto, de  Janio de Freitas, ‘Provas reais’, Demétrio Magnoli, ‘A lei, o povo e o inimigo do povo’ e Reinaldo Azevedo, ‘Greenwald é ou não um investigado?’ -, sugiro a leitura de textos que analisam as consequências políticas das conversas reveladas e os desdobramentos do enfraquecimento de Moro como ‘Super ministro’.

Em artigo publicado na segunda, na Folha, Celso Rocha de Barros, destaca de que maneira Moro se vê cada vez mais frente à necessidade de se ancorar no bolsonarismo para sobreviver politicamente: ‘Moro e Deltan foram nadar em águas políticas muito mais profundas e agitadas do que lhes seria seguro. Nenhum dos dois seria nada sem a democracia, sem a liberdade de imprensa, sem a alternância partidária que quebrou a dependência do Judiciário e da polícia diante dos mesmos chefes de sempre. Gente assim não deveria brincar de bolsonarismo’. Ranier Bragon, na terça, na Folha, ao analisar o depoimento de Moro, na Câmara dos Deputados, chamou a atenção para o amesquinhamento político do atual ministro: ‘Após o constante processo de amesquinhamento pelo qual passa desde que abandonou a toga, Moro vê, ouve e, agora, dá de vez as mãos ao que há de pior no bolsonarismo’.

Em artigo publicado no sábado no blog da Revista Piauí, José Roberto Toledo discute o enfraquecimento de Moro, de Guedes e dos ministros militares, e o processo de deslocamento e autonomização que Bolsonaro vem construindo ao longo das últimas semanas: ‘Bolsonaro cresceu enquanto seus pretensos tutores encolheram’. Sugiro, por fim, a leitura do artigo de Igor Suzano Machado ‘Quem foi, quem é e quem será Sergio Moro’, publicado na quinta nesta Revista Escuta.

* Embates dentro da direita brasileira: as manifestações a favor de Sergio Moro no domingo evidenciaram as tensões cada vez mais fortes na direita brasileira entre o Movimento Brasil Livre (MBL) e grupos mais radicais. Sobre o tema, indico a leitura do texto de Eliane Brum, publicado na quinta, no El Pais, que analisa de que maneira o MBL vem buscando se readequar politicamente à nova conjuntura: ‘Em 2019, o MBL dá sinais de buscar o reposicionamento da marca’. Vale também a leitura do artigo de Angela Alonso, publicado no caderno ‘Ilustríssima’, da Folha, deste domingo: ‘Foram os movimentos liberais, como o MBL, que trouxeram os autoritários para passear na avenida Paulista. Não temeram seus rosnados quando estavam todos atados no antipetismo. O medo emergiu com a mordida na mão que os alimentou. São bem-vindos ao terreno dos amedrontados com a violência política, mas cabe a quem soltou antes os pitbulls pôr-lhes agora a focinheira*

* Indicação de leitura política da semana:  indico nesta semana a leitura do livro Sobre lutas e lágrimas: uma biografia de 2018, de Mário Magalhães, lançado este ano pela Editora Record. Ainda que não se tenha a pretensão de se construir uma análise mais profunda sobre a conjuntura política, a obra de Magalhães tem o mérito de realizar um mapeamento interessante e bem feito dos diversos acontecimentos que tiveram curso no tumultuado ano de 2018.

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* Nesta semana, terá início a 17ª Edição da Feira Literária Internacional de Paraty, que neste ano presta uma homenagem a Euclides da Cunha. Sobre o tema, indico a leitura do artigo de Lilia Schwarcz para o Nexo Jornal publicado na segunda, intitulado ‘Os Sertões de Euclides da Cunha; um livro vingador’. Sugiro também a leitura da reportagem do caderno ‘Ilustríssima’, da Folha, publicada neste domingo com Ismail Xavier, na qual o crítico literário analisa Os Sertões e Deus e Diabo na Terra do Sol para refletir sobre Euclides, Glauber e o tema do sertão. Por fim, fica a sugestão do podcast Sertões: História de Canudos, da Radio Batuta, do Instituto Moreira Salles, com especialistas diversos abordando a obra e o autor, com destaque para Walnice Nogueira Galvão, que fará a conferência de abertura da FLIP.

* Nesta semana, a Folha de São Paulo publicou uma reportagem sobre a disseminação e a força que os slams – competições de poesias faladas – têm ganhado ao longo dos últimos anos, atraindo a atenção de editoras e feiras literárias, como a FLIP. Vale a leitura.

* Indicação de leitura política da semana: em homenagem a João Gilberto, falecido neste sábado, indico a leitura do artigo seminal de Lorenzo M em 07/07/2019 às 19:00 h

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A coluna ‘Escuta Recomenda’ é publicada aos domingos, assinada por um dos editores da revista, Fernando Perlatto, com sugestões de leituras de textos de política e de cultura, publicados na imprensa ao longo da semana.

Política

* Vazamentos, Lava-Jato, The Intercept: mais uma vez, esta foi uma semana marcada por novos vazamentos do Intercept de conversas do então juiz Sergio Moro com procuradores que conduziram as ações da Lava-Jato. Se a semana se iniciou no domingo passado com manifestações de rua a favor do atual Ministro da Justiça e da Segurança Pública, no decorrer dos dias, a divulgação de novos diálogos comprometedores, o desempenho do ministro em seu depoimento na Câmara dos Deputados, bem como as notícias de que a Polícia Federal está investigando o jornalista Glenn Greenwald e que o ministro forneceu ao governo informações sigilosas sobre o inquérito que investiga os ‘laranjas’ do PSL, fizeram com que Moro saísse da semana com muito menos prestígio do que nela entrou.

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