Oculta

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Escreva com ódio, amor, me dizia. Escreva com raiva, use seu medo, sua fúria, suas paixões sórdidas. E se esconda, amor, dizia, nunca se mostre. Você é mais do que isso, mais do que a distração, mais do que o barulho do mundo. Esconda-se e escreva. Não perca tempo. Escreva ou será infeliz, ou nunca será livre. E um dia fui embora. Nunca lhe disse adeus, nem devolvi as coisas que nos demos. Fui porque não dava mais, porque como seria, porque de que forma. Muitos anos depois o encontrei na rua. Ainda estava bonito, já velho. Me pegou pelo braço, me levou a um saguão, a uma espelunca, a um buraco, e eu pensei: ‘Como antes’, porque antes, sempre nos víamos em saguões, em espeluncas, em buracos, nos anos em que ele me dizia venha comigo, amor, fuja comigo, e eu lhe respondia, rindo como uma hiena jovem, você está louco, louco, e voltava para meu quarto de adolescente impune cheio de pôsteres e de livros do colégio e me perdia sem dar sinais de vida durante semanas, fazendo a estúpida coreografia juvenil da época, no bar, na discoteca, na praça (enquanto mantinha uma garganta de homem sob minha foice), e no dia em que eu o encontrei na rua, depois de todos esses anos sem vê-lo, sem saber dele, não disse oi, nem como você está, nem vamos tomar um café: disse algo mau e vil e destrutivo porque sou má e vil e destrutiva, porque todos somos maus e vis e destrutivos, e eu disse sem nenhum sentimento, seca, como se eu fosse uma lâmina de metal e ele um pedaço de aço, duas coisas que não poderiam se machucar mutuamente, e ele sorriu com compreensão e malícia e tive três segundos de pena e dois de raiva e mais nada.
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Regras mais rígidas para concurso público entram em vigor

Estabelecidas por decreto editado em março, as novas regras para a realização de concursos públicos entram em vigor neste sábado (1º). Caberá ao Ministério da Economia analisar e autorizar todos os pedidos de concursos públicos na administração federal direta, nas autarquias e nas fundações.
Agora, o Ministério da Economia levará em conta 14 critérios para autorizar a realização de concursos. Um deles é a evolução do quadro de pessoal nos últimos cinco anos pelo órgão solicitante, com um documento que deve listar movimentações, ingressos, desligamentos, aposentadorias consumadas e estimativa de aposentadorias para os próximos cinco anos.

O ministério também avaliará o percentual de serviços públicos digitais ofertados pelo órgão. O governo quer que os órgãos invistam em soluções tecnológicas para simplificar o acesso aos serviços públicos, de forma a atender melhor à população e reduzir a necessidade de pessoal.

Todos os anos, os órgãos federais encaminham os pedidos para a realização de concursos até 31 de maio.

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PM localiza homem que tentava vender submetralhadora

Após denúncia anônima de que um homem estaria tentando vender uma arma de fogo, a Polícia Militar (PM) realizou buscas, nesta sexta-feira (31), no Bairro Linhares, na Zona Leste, e localizou o suspeito, de 28 anos, na praça que liga o bairro a Bom Jardim. Ao ser indagado sobre a denúncia, ele teria confirmado que possuía uma arma de fogo (submetralhadora) e a estaria vendendo por R$ 5 mil. Conforme a PM, a arma foi localizada em sua residência em cima de um guarda-roupa. Os policiais também encontraram dois carregadores calibre 40.

O homem foi conduzido à delegacia, juntamente com os materiais apreendidos, para prestar esclarecimentos.

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ministro

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Ministro do STF Luiz Roberto Barroso fez uma avaliação crítica do momento social, econômico e político do país (Foto: Alexandre Dornelas)

O  ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso fez um diagnóstico duro sobre a situação do Brasil durante a ‘Semana de Integração’ da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). ‘Nós atrasamos na história. Erramos muito ao longo destes 60 anos’, disse na noite de sexta-feira, 31.

A falta de investimento suficiente em educação básica, o modelo estatista e de reserva de mercado e a apropriação privada do Estado brasileiro por elites foram alguns dos alvos da fala no ministro. ‘O Estado tem que ser para toda a gente’, afirmou. Também defendeu a mudança no sistema eleitoral atual – proporcional de lista aberta  – pelo chamado voto distrital misto.
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Criançada adere à pedalada literária do Colégio João XXIII

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Durante o circuito feito com bicicleta, houve paradas para leitura de livros, lanche e hidratação (Foto: Olavo Prazeres)

Eram super-heróis, bailarinas e piratas montados em suas bicicletas, skates e patinetes, andando pela UFJF e colorindo o Campus da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) na manhã de sábado (1º) ensolarada. A ‘pedalada literária’ marcou a abertura da tradicional Feira do Livro no Colégio de Aplicação João XXIII. Até o dia 8, está prevista uma extensa programação de atividades, incluindo também a realização da Semana de Ciências Humanas.

Alunos dos anos iniciais do ensino fundamental atenderam ao chamado e, acompanhados por um responsável, levaram bicicletas, patinetes, skates e patins para aproveitar a atividade ao ar livre. O convite era para que fossem caracterizados ou com algum objeto que representasse um personagem favorito do mundo da imaginação.

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Alunos de escolas públicas sentem mais segurança quando estão em casa

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Mais de 1 bilhão de crianças e adolescentes no mundo vivem em um cenário de insegurança. Para minimizar essa situação, é necessário a adoção de medidas para frear esse problema, que se configura como uma ameaça real para o bem-estar e o futuro da juventude, alerta a pesquisa Infância [Des]Protegida, da Organização Não Governamental (ONG) Visão Mundial, lançada esta semana durante o Seminário da Rede Nacional de Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, em Brasília.

“Essa violência, infelizmente, começa dentro de casa. Nós queremos, enquanto organização, ser uma voz que represente a luta contra a violência de todas as crianças e adolescentes do país”, disse a diretora Nacional da ONG Visão Mundial, Raissa Rossiter. “Precisamos trabalhar junto a todas as instituições da sociedade para garantir um lar saudável e seguro para aqueles que são o nosso futuro”, completou.

Seja o espaço familiar ou escolar, principais lugares de convivência durante infância e adolescência, ter um ambiente adequado e seguro para o desenvolvimento integral da criança e do adolescente se caracteriza como uma política tão urgente quanto necessária, indica a ONG.

Alunos durante homenagem às vítimas do tiroteio na escola Raul Brasil em Suzano, em São Paulo.
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