Quebrando tabus: Onde ser mulher não faz diferença

:: TM Especiais em 16/03/2019 17:30 ::

dia-da-mulher.jpgO que pode fazer com que as mulheres se sintam cada vez mais empoderadas no mercado de trabalho: serem contratadas por uma empresa que dá prioridade ao gênero feminino ou serem maioria em outra que seleciona os profissionais pela competência? E o que dizer ainda quando esta organização integra o maior complexo de cooperativas médicas do mundo? Haja sensação de poder.

Com faturamento que ultrapassa R$ 600 milhões anuais, a Unimed Juiz de Fora nem precisa recorrer aos velhos clichês, para exemplificar a importância que o feminino tem em sua trajetória de sucesso.

Uma simples pesquisa no quadro de funcionários evidencia não apenas a relevância como o crescimento da participação feminina no atendimento aos seus mais de 120 mil beneficiários.

Do total de 544 colaboradores, 351 são mulheres, ou seja, 64,5% do contingente, diante de 193 homens que respondem pelos outros 35,5%.E o número de colaboradoras tende a crescer, uma vez que 69% do banco de currículos são do sexo feminino. Realizado dentro dos aspectos legais, o processo seletivo da Unimed busca, interna ou externamente, candidatos com perfis que atendam tanto as exigências do cargo e das competências definidas no modelo de Gestão de Pessoas por Competências quanto as necessidades da cooperativa e o alinhamento com seus valores, princípios e, principalmente, sua cultura.

A área de Recursos Humanos atua para garantir que cada candidato seja tratado de forma justa e digna, não sendo tolerada qualquer prática discriminatória baseada em raça, cor, sexo, orientação sexual, idade, religião, deficiência, entre outros fundamentos.O fato de não haver discriminação de espécie alguma explica porque ter mais mulheres que homens é tão significativo.

Única mulher a ocupar cargo na diretoria em 46 anos de história da Unimed Juiz de Fora, a médica Nathércia Abrão quebra barreiras não só locais, como também no Sistema Nacional Unimed, sendo uma das poucas representantes do sexo feminino a estar em posto tão elevado em um universo predominantemente masculino.

Quem a conhece, sabe bem que isso não é motivo algum para que se sinta deslocada. Pelo contrário. Apaixonada por desafios, ela tem plena consciência da sua representatividade e condena práticas de seleção que não estejam exclusivamente baseadas na competência e no caráter. “O mercado de trabalho está aberto a todos. O que diferencia os candidatos é a atitude, a determinação e a criatividade”, observa Nathércia.

Por isso, orgulha-se em dizer que, dos locais onde já trabalhou, a Unimed é o que lhe ofereceu e oferece as melhores oportunidades. “Talvez, por isso, eu tenha crescido tanto. O fato de ser mulher aqui dentro é um diferencial apenas quando comparado a práticas ultrapassadas que ainda vemos em outras empresas. A questão de gênero para nós não tem a menor importância”, explica a diretora.

Nathércia acredita que o crescimento da participação feminina no mercado de trabalho se dê por características intrínsecas, como capacidade de organização, de ser multitarefa e de estar comprometida com resultados. Não por menos, estudo do IBGE aponta crescimento de mais de 1,4 milhão no número de mulheres ocupadas entre os anos de 2012 e 2018, enquanto o número de homens cresceu apenas 194 mil.

“A única coisa que diferencia os sexos é a força física. Por isso, não podemos nos calar diante dos casos de violência, como os feminicídios, para não sermos coniventes. Temos que nos apoiar mutuamente e apoiar os serviços e órgãos que atuam em defesa da mulher”, afirma a diretora.

Mulheres também são maioria nos cargos gerenciais

A ausência de critérios discriminatórios na seleção de colaboradores fica evidente também no perfil de ocupação de cargos gerenciais. Dos oito gerentes, três são homens e cinco são mulheres. Uma delas é a gerente de Qualidade em Atendimento, Mara Lúcia Ferreira, que trabalha na Unimed há 25 anos. “Em todos esses anos, nunca me senti inferiorizada por ser mulher. Meu cargo está diretamente relacionado à receita da cooperativa, o que também desmistifica a ideia de que o sexo feminino não tem inteligência suficiente para discutir e cuidar de questões financeiras, ainda mais de uma empresa de grande porte. Sempre me cerquei de mulheres e homens talentosos e nunca tive menor sinal de desprestígio. Externamente, algumas empresas até gostavam de lidar mais com o sexo masculino, mas nada que eu não tenha vencido ao demonstrar firmeza, conhecimento e propósitos claros”, explica Mara. “É só uma questão de postura”.

É o que também pensa a analista de Projetos e Obras, Juliana Cesca, envolvida com a construção do Hospital Unimed desde o início da concepção do empreendimento. Mesmo convivendo em ambientes dominados pela presença masculina, como canteiro de obras, ela afirma que não enfrenta preconceitos. “A gente não tem porque se mostrar frágil quando domina processos e estratégias. Por isso, consigo me posicionar sem enfrentar qualquer olhar diferente”, pondera Juliana, que se sente segura trabalhando em uma empresa de maioria feminina e que dá instrumentos e condições de crescimento profissional, como a Unimed.

Que mulher marcou sua vida?

Para estimular a reflexão sobre o papel das mulheres na sociedade, a Assessoria de Comunicação e Marketing da Unimed Juiz de Fora elaborou a campanha “Você é empoderada! Sabe por quê?”. O porquê está relacionado à trajetória de milhares de mulheres no mundo que com suas iniciativas ajudaram e ajudam a mudar a vida de muita gente. É o caso de personalidades, como Kate Sheppard, Nísia Floresta e Malala Yousafzai.

Na iniciativa, a Unimed convida os usuários das redes sociais a destacarem o nome de alguma mulher que tenha influenciado sua história e a contar a experiência. A campanha iniciada no dia 8 de março segue até o final do mês também com exibição de filmes para o público interno. Com o mote “Sempre houve mulheres que ajudaram a mudar a história do mundo e a sua também”, a cooperativa pretende estimular o compartilhamento de pequenas e grandes ações diárias capazes de trazer a temática feminina para o centro das discussões. Para participar da campanha, basta acessar a página da Unimed Juiz de Fora no Instagram.

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