Renan retira candidatura, e Alcolumbre é eleito presidente do Senado

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:: Tribuna de Minas Política em em 02/02/2019 19:44 ::

davi-alcolumbre-pozzebom.jpgSenador Davi Alcolumbre exibe seu voto durante o processo que culminou com sua eleição como novo presidente do Senado (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)

O senador Davi Alcolumbre (DEM) venceu a eleição para a presidência do Senado, por 42 votos. Em uma sessão tumultuada e confusa na tarde deste sábado (2), a votação foi marcada pela renúncia da candidatura do senador Renan Calheiros (MDB), que anunciou sua saída da disputa em discurso no plenário.

A decisão foi comunicada durante o segundo processo de votação, uma vez que a primeira votação foi anulada porque foram computadas 82 cédulas, existindo apenas 81 senadores. Segundo parlamentares, o senador retirou seu nome da disputa ao perceber que não teria votos suficientes para vencer. Renan saiu do plenário no meio da votação sem falar com a imprensa.

Depois da renúncia de Renan, o senador José Maranhão (MDB), que presidiu a sessão, decidiu dar sequência à eleição para a presidência da Casa, mesmo diante dos pedidos de vários parlamentares para que uma terceira votação fosse realizada, uma vez que alguns parlamentares já haviam votado quando Renan renunciou. O principal adversário de Renan era o senador Davi Alcolumbre (DEM). Também estavam na disputa os candidatos Fernando Collor (PROS), Angelo Coronel (PSD), Reguffe (sem partido-DF) e Esperidião Amin (PP).

O estopim para a renúncia de Renan foi a decisão da bancada do PSDB de mostrar a cédula na segunda votação. “Tudo o que havia na primeira votação poderia ter acontecido na segunda. O que não podia era o PSDB, na segunda, abrir o voto”, afirmou o alagoano. Renan alimentava a esperança de ter votos nessa bancada.

“Eles querem ganhar de todo o jeito. Isso não pode acontecer. Eu não sou um Jean Wyllys (deputado que renunciou ao mandato após receber ameaças). Eu não vou renunciar meu mandato. Eu vou ficar aqui no Senado Federal. Mas o Brasil é testemunha do que, desde ontem, está acontecendo no Senado”, disse. O Plenário vaiou quando Renan disse que o processo não era democrático e retirou a candidatura.

“Não há mais objeto da eleição”, disse o senador alagoano, no discurso em que acusou os adversários de fazer uma eleição antidemocrática. “Flávio Bolsonaro acabou, diferentemente do que fez na votação anterior, abriu o voto, seu presidente! Este processo não é democrático”, disse Renan. “Esse Davi não é um Davi, é um Golias”, afirmou, Renan, dizendo que o próximo presidente do Senado será Davi Alcolumbre. “O filho do presidente fez questão de abrir o voto”, protestou.

Segundo dia
A eleição para a escolha do nome que comandará o Senado nos próximos dois anos foi adiada para este sábado (2), após mais de cinco horas de manobras regimentais, bate-bocas e até o “roubo” da pasta de condução dos trabalhos na sessão desta sexta-feira (1°). A confusão que marcou o primeiro dia continuou presente no plenário do Senado no sábado.

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